O comércio registra a terceira maior taxa de rotatividade do País: 64,2% no global e 42,1% na descontada. Para o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina (Sindecolon), José Lima do Nascimento, os supermercados concentram a maior movimentação de trabalhadores do setor. "O empregado pega como primeiro emprego e, em razão dos horários, de trabalhar aos domingos e feriados, sai na primeira oportunidade", defende.
Para Lima, Londrina é uma "cidade tipicamente do comércio" e não deve fechar vagas no setor mesmo com a situação econômica difícil. Para o advogado do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e região (Sincoval), Ed Nogueira de Azevedo Junior, o fato de ser porta de entrada para o mercado de trabalho justifica a grande movimentação no comércio. "É principalmente troca de funcionários. Se você considerar que Londrina teve a abertura de dois grandes shoppings nos últimos anos, houve uma rotatividade muito grande", explica.
Segundo ele, no ano passado a cidade ficou na quarta colocação como maior geradora de empregos comerciais no País. "A rotatividade não é necessariamente ruim, mas pode ser resultado de um comércio estimulado", acredita. (C.F.)

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