Comércio e indústria esperam crescimento moderado
Nos setores do comércio e da indústria, a expectativa também não é de um crescimento empolgante para este ano. O vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Camilo Turmina, relembra que em 2012 o segmento no Estado cresceu na casa dos 5% "a custo de muito suor". "O governo privilegiou a ação para a indústria com a redução do IPI para fechar no azul , mas também acabou gerando uma inadimplência adicional. Na verdade, esta estratégia criou uma espécie de consumo forjado no País, uma bolha de consumo para elevar os números rapidamente", opinou Turmina.
Sem acreditar em um crescimento exacerbado, já que os "níveis de consumo estão estabilizados no momento", Turmina acredita que o setor do comércio realmente irá crescer no País quando o governo diminuir os juros "que afetam diretamente o consumidor". "Estou falando do cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado. Apesar da Selic estar em patamares mais baixos, os juros destes produtos ainda são absurdos. Eles consomem a poupança da população e impedem que o comércio cresça de forma substancial. Penso que para 2013, um aumento de 5% nas vendas será o máximo que poderemos conquistar."
Em relação à indústria, o boletim do BC estima um crescimento da produção de 3%. Dados do IBGE de 2012 até novembro apontam a média nacional deste índice em -2,5%, enquanto o Paraná deve fechar o ano passado estável, sem crescimento algum. Para 2013, a expectativa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) é de crescimento de 2% para a produção e 3,5% a 4% para as vendas industriais. "Em 2012, o governo tomou medidas que focam na indústria. Porém, diferentemente do comércio, o retorno neste segmento é um pouco mais demorado. Não podemos ter um ano pior que 2012 de forma nenhuma", disse o economista da Fiep, Roberto Zurcher. (V.L.)





