Comércio e governo são os maiores empregadores
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segunda-feira, 22 de setembro de 2003
Agência Folha 
Rio A administração pública, em todas as esferas de poder, é a segunda maior fonte de empregos formais do País só perde para o comércio. São 6,2 milhões de pessoas trabalhando nos poderes Executivo (incluindo federal, estaduais e municipais), Legislativo e Judiciário e na administração indireta. Desse total, 92% das vagas estão no Executivo. Já o comércio emprega 7,4 milhões de pessoas.
Os dados são do Cadastro Central de Empresas, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base nos registros de 2001 do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e do Ministério do Trabalho. O estudo revela ainda que o salário médio do Executivo federal representa apenas 41% do que é pago no Judiciário.
Armando Castelar, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diz que os dados não surpreendem: ''Em todo o mundo o governo é um grande empregador''. Segundo ele, ''atividades típicas de Estado, como saúde e educação, são as mais intensivas em mão-de-obra''.
Outra constatação do levantamento é que o emprego formal está concentrado nas grandes empresas. Representando só 0,1% do total, as companhias com mais de cem funcionários empregavam 45% dos assalariados (ou 26,36 milhões de pessoas) em 2001.
Já as pequenas empresas com até 19 pessoas, que em 2001 representavam 97% do total, tinham 20% dos assalariados ou 5,4 milhões de pessoas. Segundo o IBGE, isso se explica pelo fato de muitas delas serem tocadas apenas por sócios e proprietários 5,7 milhões de pessoas estavam ''empregadas'' no seu próprio negócio.
''Dessa forma, as pequenas empresas são grandes geradoras de ocupação, mas não de emprego assalariado. Em muitas empresas, só trabalha o proprietário'', afirmou Maria Luiza Zacharias, do IBGE.
Segundo o IBGE, existiam no País 4,680 milhões de empresas formais em 2001, ocupando 32,507 milhões de pessoas. A cifra representa 43% da força de trabalho do País que inclui o mercado informal , de 75,5 milhões em 2001, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) daquele ano.
Pelos dados do cadastro de empresas, o salário médio ficou em R$ 789 em 2001 e a ocupação cresceu 5,6%. Segundo a Pnad, o rendimento médio real era de R$ 595 em 2001, o que indica que o setor informal paga menos.


