Comércio do PR recua 6,8% em março
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quinta-feira, 15 de maio de 2014
Reportagem Local 
O faturamento real dos estabelecimentos comerciais de varejo paranaense, na definição ampliada (que inclui os segmentos de veículos e construção civil), recuou 6,8% em março de 2014, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na média nacional, a queda foi de 5,7%. Os números são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes)
Os setores que mais contribuíram para a desaceleração das vendas no Estado foram equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-31,0%); veículos, motocicletas, partes e peças (-15,5%), móveis (-6,8%); livros, jornais, revistas e papelaria (-6,3%); hipermercados e supermercados (-4,1%) e tecidos, vestuário e calçados (-4,0%).
No acumulado do primeiro trimestre de 2014, o comércio paranaense expandiu 1,0%, frente crescimento de 2,1% na média nacional. As principais contribuições positivas vieram dos ramos de combustíveis e lubrificantes (12,0%); eletrodomésticos (9,5%); artigos farmacêuticos e de perfumaria (7,8%) e artigos de uso pessoal e doméstico (7,3%).
No indicador acumulado em 12 meses, encerrados em março de 2014, as vendas reais do comércio regional seguiram superando o resultado nacional, com avanço de 5,4%, ante aumento de 3,2% para o País. As principais contribuições vieram dos segmentos de eletrodomésticos (13,4%); combustíveis e lubrificantes (12,6%); livros, jornais, revistas e papelaria (10,9%); artigos farmacêuticos e de perfumaria (10,4%) e materiais de construção (9,2%).
Na mensuração restrita (que não considera os ramos de veículos e material de construção), o volume de vendas no Paraná caiu 1,5% no mês de março, cresceu 3,9% no acumulado do primeiro trimestre e evoluiu 6,3% em 12 meses (terminados em março). No Brasil, o faturamento comercial apresentou variação de -1,1% no mês, 4,5% no ano e 4,5% em doze meses.
Segundo o Ipardes, a desaceleração observada nas vendas do comércio, não somente no Paraná, mas também no Brasil, é resultado da combinação entre inflação alta e juros em patamares elevados. Em meio a um ambiente econômico desfavorável, de acordo com o instituto, no qual os salários são corroídos pela inflação, as famílias encontram-se menos propensas a consumir.
Números nacionais
No País, as vendas do comércio varejista restrito (sem veículos e construção civil) caíram 0,5% em março sobre fevereiro, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Na comparação com março do ano passado, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo recuaram 1,1% em março deste ano.
No primeiro trimestre do ano, as vendas subiram 0,4% em relação ao último trimestre de 2013, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,5% nos primeiros três meses deste ano.



