Curitiba - Os comerciantes paranaenses não devem ter o Natal que sonhavam em agosto, quando as expectativas eram de aumento de 7% em relação às vendas do ano passado, mas, apesar da crise financeira internacional, ainda há previsão de um crescimento em torno de 4%. ''Será um bom Natal'', estimou o vice-presidente de Serviços da Associação Comercial do Paraná (ACP), Élcio Ribeiro. Em 2007, os comerciantes registraram aumento de 13,3% nas vendas e tiveram o melhor Natal da década.
Ribeiro baseia-se em sondagem realizada pela entidade com comerciantes de Curitiba, região metropolitana e litoral. ''Não deve mudar muito em todo o Estado, porque o perfil é semelhante'', disse. No levantamento, a previsão dos comerciantes é que o preço médio dos presentes fique em torno de R$ 70, um recuo de R$ 15 em relação ao que se previa antes da escassez de crédito abater-se sobre o País. A expectativa é que os setores que atrairão mais atenção são os de confecções e calçados. ''Mas o Natal premia todos, até o setor de material de construção'', acentuou.
O vice-presidente da ACP acredita que a maioria das compras deve ser feita à vista, repetindo o que aconteceu no Dia das Crianças. ''Para nós esse é um termômetro'', salientou. Ele ressaltou que o consumidor tem procurado regular o orçamento para não se endividar. Tanto que os índices de inadimplência são muito pequenos. ''O comerciante precisa estar atento porque o cliente que vier vai ter dinheiro'', afirmou. E, tendo dinheiro, a tendência é apelar para a pechincha. ''Agora é uma hora maravilhosa para praticar a fidelidade de que sempre se fala.''
Segundo Ribeiro, se conseguir realizar as vendas, o comerciante também ficará capitalizado e, assim, poderá negociar com os fornecedores. ''O próximo ano não será tão fácil, por isso é hora de se preparar'', aconselhou. No entanto, ele acredita que o governo federal está estudando alguma medida, em 2009, para beneficiar o comércio, visto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem aconselhado a população a consumir. ''Não podemos pensar que um presidente da República seja burro ou mal informado'', ponderou.

mockup