Comércio do PR cresce menos que restante do País
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de maio de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba O comércio paranaense vem registrando crescimento menor que no resto do País. No mês de março, o comércio cresceu apenas 3,33% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a média nacional apresentou aumento de 8,61% nas vendas. O crescimento abaixo da média foi atribuído à quebra da safra agrícola. Segundo o analista de comércio, Nilo Lopes de Macedo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo acompanhamento do comércio, nos Estados do Paraná e Santa Catarina as vendas no varejo têm uma forte ligação com o desempenho do setor rural.
Apesar do ritmo menor, o resultado do mês março foi influenciado pelo aumento nas vendas de produtos da Páscoa, que refletiu positivamente no comércio e recuperou a queda registrada em fevereiro, quando o volume de vendas caiu 1,37%. Em janeiro deste ano, foi registrado o melhor índice do ano, com aumento de 6,9% nas vendas. Com resultados menores em fevereiro e março, o comércio paranaense acumula um aumento de 3,04 nos primeiros três meses do ano, também abaixo do desempenho nacional quando o volume de vendas aumentou 5,87%.
Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento no volume de vendas no Paraná apresenta variação de 9,31%, acima da média nacional que ficou em 8,8%. Segundo o analista, o resultado do acumulado dos 12 meses no Estado ainda reflete o dinamismo do comércio ao longo do ano passado.
Os setores que mais venderam foram os de móveis e eletrodomésticos e supermercados, hipermercados e produtos alimentícios. As vendas de combustíveis, tecidos, vestuário e calçados caíram no Estado. No País, os setores que mais venderam também foram o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.
A venda de móveis e eletrodomésticos no Paraná aumentaram 19,46% no mês de março, 17,37 no acumulado dos primeiros três meses de 2005 e 27,99 nos últimos 12 meses. De acordo com o analista do IBGE esse volume de vendas desse setor vem crescendo em todo o País, em função do volume de crédito consignado em folha de pagamento que leva os consumidores a comprarem bens duráveis. E também às facilidades de financiamento que parcelam a compra em muitos meses, com prestações bem baixas, apesar do juro alto.
Os setores de hiper e supermercados aumentou as vendas e, 1,26% no mês, 1,58% no ano e 9,95 nos últimos 12 meses. Nesse setor já se começa a verificar desaleceração nas vendas, destacou Macedo. o setor de supermercados isolado registrou crescimento de 0,67% nas vendas em março, 1,19% nos primeiros três meses do ano e 9,94 no ano.
Já o setor de combustíveis apresentou queda de 8,01% nas vendas no Estado durante o mês de março. No acumulado dos três meses de 2005, as vendas recuaram 2,09% e no acumulado dos últimos 12 meses, as vendas foram positivas em 1,14%. De acordo com Macedo, a menor circulação de caminhões por causa da quebra da safra agrícola provocou a queda nas vendas desse setor.


