Comércio do Paraná tem alta de 0,54%
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segunda-feira, 15 de setembro de 2003
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O comércio paranaense teve o melhor desempenho entre os maiores Estados brasileiros em julho. As vendas tiveram alta de 0,54% em relação ao mesmo mês de 2002. Foi o quinto índice no ranking nacional, mas os primeiros colocados não possuem comércio expressivo: Rondônia teve crescimento de 5,05%; Amapá, 2,24%; Mato Grosso do Sul, 3,14% e Goiás, 2,47%. A média nacional no mês foi de -4,36%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nas vendas acumuladas entre janeiro e julho de 2003, o comércio paranaense apresenta uma pequena variação de -0,06%. ''É um quadro de estabilidade em relação à queda acentuada observada no resto do Brasil'', explicou o técnico em comércios e serviços do IBGE, Nilo Lopes de Macedo. No ano, o comércio brasileiro teve queda de -5,42%. De acordo com análise divulgada ontem pela consultoria Global Invest, 2003 é um ano perdido para o comércio varejista brasileiro.
O setor que lidera o bom desempenho do comércio paranaense é o de combustíveis e lubrificantes, com alta de 6,95% em julho e variação acumulada de 10,04% entre janeiro e julho. Em seguida vêm móveis com 6,75% e tecidos e vestuário com aumento nas vendas de 1,19% em julho e 1,5% no ano. Hipermercados, supermercados, bebidas e fumo tiveram variações negativas de 4,25% em julho e 5,18% no ano.
''O efeito da safra é primeiro percebido na venda de combustíveis para os caminhões fazerem o transporte. Agora os efeitos já estão se espalhando para todos os setores do comércio do Estado'', observou Macedo. Até mesmo as vendas de veículos, motos, partes e peças cresceram em julho no Paraná: 3,04%. O setor, que não entra no cálculo das vendas totais, ainda acumula retração de 10,29% no ano. Mas a média nacional para o mês é de -10,9% e de -11,55 entre janeiro e julho. ''Embora a política econômica do País seja a mesma para todos os estados, a produção agrícola melhora o emprego e a renda no Paraná, possibilitando até mesmo compra de veículos'', observou.
Julho é o quinto mês consecutivo em que houve retração generalizada no comércio do Brasil. As vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caíram -5,46%; demais artigos de uso pessoal e doméstico, -3,83%; tecidos, vestuário e calçados, -6,20%; combustíveis e lubrificantes, -2,43%, e móveis e eletrodomésticos, -1,01%. A receita nominal de vendas permanece com resultados positivos, de 14,14% em julho e 15,04% no acumulado do ano.


