O volume de vendas do comércio varejista do Paraná cresceu 9,9% no ano passado, acima da média nacional, que foi de 8,4%. A receita do setor aumentou 13,4% enquanto, na média brasileira, o aumento foi de 12,3%. No Estado, o destaque foi para o segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, cujo volume de venda cresceu 20,5%, o dobro da média brasileira. Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Enquanto no País, as vendas de móveis e eletrodomésticos foram a principal âncora do crescimento do comércio varejista (12,3%), no Paraná, esse segmento teve aumento mais tímido, de 7,3%. Ainda chama atenção o fato de os produtos de materiais de construção terem crescido 7,9% no Brasil e só 2,8% no Paraná.
Também foram divulgados os números do comércio varejista ampliado, quando são incluídos os segmentos de veículos, motos, peças e de material de construção. O crescimento foi de 8% no Brasil e de 8,5% no Estado.
O diretor-presidente das Farmácias Vale Verde, Rubens Augusto, disse que sua rede cresceu 24% no ano passado, enquanto o aumento médio das farmácias brasileiras foi de 12%. "Existem alguns fatores que explicam o crescimento do nosso setor. Um deles é a expansão da nova classe média, que passa a ter mais acesso a medicamentos", afirma.
O processo de concentração de farmácias no País seria outro motivo. "As grandes redes conseguem oferecer preços mais baixos. A competição entre elas está crescendo cada vez mais e com isso mais gente está comprando", alega.
O fato de a população do Estado ter uma renda maior que a de outras regiões também ajuda a explicar por que o setor cresceu mais no Paraná. "Além de comprar remédios, as pessoas estão também investindo em produtos de beleza e em suplementos alimentares", justifica.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, tem opinião parecida. Segundo ele, a população paranaense tem menos necessidade de certos produtos, como os eletrodomésticos, na comparação com a de outros estados. "Agora, as pessoas estão podendo investir mais nelas mesmo", afirma. Ele diz que o comércio londrinense está otimista com o ano de 2013, mas "com os pés no chão". "Se houver um crescimento parecido com o do ano passado, já estaremos muito satisfeitos", declara.

Dezembro
Não fosse o mês de dezembro, os números do comércio varejista poderiam ter sido melhores em 2012. Naquele mês, o setor recuou 0,5% na média nacional em relação a novembro, número que já conta com o ajuste sazonal, segundo o IBGE. Na série de volume do instituto, foi o primeiro resultado negativo após seis meses consecutivos de crescimento.

Imagem ilustrativa da imagem Comércio do Paraná cresce mais que a média nacional
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