Comércio do Paraná cresce acima da média nacional
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
O volume de vendas do comércio varejista paranaense cresceu 8,8% em abril deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado. A média nacional foi de 6%. Os números fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Quanto ao varejo ampliado, conceito no qual são incluídos os segmentos de veículos, motos e material de construção, o crescimento foi menor, de 4,9% no Paraná, contra 2,9% no Brasil.
Dos segmentos pesquisados, o que mais cresceu no Estado foi de ''artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria, e cosméticos'', atingindo 25,3% na comparação com abril de 2011. Depois, vem o de ''outros artigos de uso pessoal e doméstico'', com 24,1%. Na sequência, o segmento de ''equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação'' cresceu 17,5%.
Já o segmento de ''móveis e eletrodomésticos'' apresentou um aumento de 15,8%, seguido do de ''combustíveis e lubrificantes'': 8,6%. O segmento de ''tecidos e vestuário'' teve crescimento de 4,1% e o de ''hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo'', 2,5%. O único que retraiu foi o de ''livros jornais e revistas'' (-14,3%).
Gilmar Mendes, presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), ressaltou o crescimento do comércio varejista do Paraná acima da média brasileira e mais que o dos demais estados do Sul e também do Sudeste. Segundo ele, há vários fatores que explicam esta boa performance do segmento. ''O primeiro está ligado à resposta que o comércio local dá às medidas de estímulo apresentadas pelo Governo Federal em termos de oferta de crédito e desoneração fiscal'', disse.
De acordo com Mendes, essas medidas têm efeito ''maximizado'' no Paraná uma vez que o mercado de trabalho está mais aquecido aqui. ''A região metropolitana de Curitiba vem apresentando as menores taxas de desemprego e os melhores salários entre todas as outras regiões metropolitanas do País'', destacou.
Outros dois aspectos ligados à dinâmica econômica do Estado estariam ajudando o comércio paranaense. ''O aquecimento da construção civil favorece a geração de emprego, que aumenta renda e rebate no comércio'', declarou. Por último, o aumento dos preços das commodities nos últimos meses ajuda o agronegócio e, por consequência, o comércio. ''O dólar também está favorecendo o produtor que exporta'', explicou.
Já para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, o ''comércio estadual vai bem porque a indústria vai bem''. Segundo ele, é preciso ''olhar os números com cuidado'' porque o Estado passou muito tempo com o seu desenvolvimento ''represado''. ''Temos que pensar que durante oito anos tivemos um governador (Roberto Requião) que tinha aversão do setor produtivo. Então, agora a economia do Estado está em processo de recuperação'', afirmou.
Embora o IBGE não tenha pesquisado o comércio de Londrina, Benvenho acredita que o crescimento deve ter sido maior na cidade. ''Temos historicamente um comércio forte. Mesmo quando no Estado o setor não vai bem, em Londrina ele está melhor'', ressaltou.



