De última hora, boa parte dos lojistas do centro de Londrina decidiu fechar as portas neste sábado e abrir na segunda-feira, dia 4 de janeiro, o contrário do que havia sido determinado anteriormente. A decisão não é do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval), mas de comerciantes que ontem à tarde telefonavam uns para os outros combinando a mudança.
"Sábado passado (pós-Natal) foi um termômetro forte para decidirmos fechar agora. Perto da uma hora da tarde, cerca de 90% do comércio estava fechado, porque o movimento foi muito fraco", justificou o diretor da Móveis Brasília, Fernando Moraes.
Segundo ele, na última terça-feira foi feita uma pesquisa entre os lojistas. "Os colaboradores queriam emendar o feriado. E os comerciantes estavam divididos", admitiu. Moraes disse acreditar que alguns devem manter a programação original, abrindo no sábado e fechando na segunda-feira. Na sua própria rede, não houve consenso. As lojas da Avenida Saul Elkind, na Zona Norte, funcionarão no sábado, o dia inteiro, e fecharão segunda.
O fechamento na segunda-feira havia sido decidido entre o Sincoval e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina (Sindecolon), como forma de compensar a abertura das lojas no feriado do aniversário de Londrina (10 de dezembro). Manoel Teodoro da Silva, diretor do Sindecolon, conta que, ontem pela manhã, algumas lojas procuraram a entidade para mudar o acordo. "Fizemos acordo com Magazine Luiza, Casas Bahia e mais uma outra", explicou.
À tarde, no entanto, o sindicato decidiu não aprovar novos acordos. "Está muito confusa essa situação. O sindicato patronal sumiu, tirou férias. Fica difícil chegar a um acordo porque um lojista quer fechar e o outro não quer. E o trabalhador fica no meio dessa confusão", reclamou. A reportagem não conseguiu contato com o Sincoval.

TRANSTORNOS

O gerente da Super MM do calçadão, Gilson Pereira, conversou com a FOLHA assim que tomou a decisão de fechar no sábado e abrir na segunda-feira. "Acho que venderemos mais trabalhando na segunda. Pena que essa decisão tenha sido tomada tão tarde, gerando transtornos inclusive para os funcionários. Alguns tinham programado viajar na segunda-feira", afirmou.
Para o vendedor da loja, Luís Pacheco, a mudança não foi boa. "Se fôssemos trabalhar no sábado, certamente as lojas iriam fechar mais cedo, lá pelas 14 horas. Trocamos meio dia de trabalho por um dia inteiro de trabalho", justificou.
Proprietária da Mini Preço, também no calçadão, Aparecida Bocate não sabia da mudança ontem à tarde. Mas gostou da ideia. "Para a loja é bom. Não teremos um movimento bom no sábado após o Ano Novo. Na segunda vai ser melhor", afirmou. Ela disse que irá se informar melhor e, caso os vizinhos concordassem, também fecharia no sábado. "Deveriam ter decidido isso antes. Teriam evitado contratempos", ressalta.
Consumidores que passavam pelo centro da cidade contaram à reportagem que não gostaram da mudança. "Dia bom para a gente fazer compra, pelo menos para quem trabalha, é sábado. Na segunda-feira não dá", afirmou o auditor André Pessi. "Segunda não é bom dia para comprar. A gente vai no embalo do final de semana e dá preguiça de ir para a rua", disse o porteiro Paulo Silva Aguiar.

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