Comércio de Maringá quer mudar feriado do aniversário da cidade
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 1997
Marcos Zanatta Sucursal de Maringá 
Arquivo FolhaO prefeito Jairo Gianoto: Vamos comemorar a data sem prejuízoOs diretores da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim) e dos shoppings Aspen Park e Avenida Center, querem que o prefeito Jairo Gianoto (PSDB) transforme o feriado de aniversário da cidade em ponto facultativo. Os empresários entendem que o feriado no dia 10 de maio, véspera do Dia das Mães, vai afugentar os consumidores para outros municípios da região. O Dia das Mães é como um segundo Natal para o comércio, que está sofrendo com a queda nas vendas, afirma o diretor de comércio da Acim, Rubens Abrão.
Ele explica que as comemorações do aniversário da cidade podem ser programadas para o início da manhã ou o final da tarde. Poderíamos até conciliar os eventos com a abertura do comércio, o que acabaria atraindo mais consumidores da região, afirma Abrão. O superintendente do Aspen Park, Ademir Dias Camargo, lembra que alguns municípios já aboliram o feriado na data de aniversário da cidade. Não queremos deixar de comemorar o aniversário de Maringá, mas sim aproveitar a data para atrair mais consumidores, explica.
O prefeito Jair Gianoto disse que a proposta dos comerciantes será levada em conta na programação do aniversário de Maringá. Vamos encontrar uma maneira de comemorar a data sem prejuízo dos empresários, promete. Ele adiantou ainda que existe a possibilidade do presidente Fernando Henrique Cardoso estar em Maringá no aniversário da cidade, o que deve atrair muita gente da região.
Os organizadores da campanha de abertura do comércio de Maringá na terça-feira de Carnaval consideraram a iniciativa válida. Poucas lojas abriram as portas e as vendas foram fracas, mas os empresários acreditam em uma vitória política. Somente no início da tarde de terça-feira os comerciantes conseguiram cassar a liminar que impedia a abertura das lojas, e a maioria preferiu não abrir.
Os dirigentes das entidades do setor acham que a liberação do comércio abre um precedente, para que no próximo ano as lojas abram sem risco de impedimento. A decisão final da Justiça, de permitir a abertura das lojas na terça-feira de Carnaval, deve também ajudar o sindicato patronal nas negociações da convenção coletiva de trabalho. A data pode ser negociada com o sindicato dos trabalhadores em troca de um dia de melhor movimento, como um domingo antes de data comemorativa.


