Comércio de Londrina faz balanço positivo do Dia das Mães

Segundo associações ligadas ao setor, o movimento ficou dentro do esperado e o consumidor está consciente dos cuidados para evitar a Covid-19

Pedro Moraes - Grupo Folha
Pedro Moraes - Grupo Folha

O resultado de vendas do comércio de Londrina para o Dia das Mães em meio à pandemia da Covid-19 foi positivo, segundo avaliam as entidades relacionadas ao setor. Com o histórico do fechamento do comércio de rua e dos shoppings, a expectativa era de que os lojistas conseguissem recuperar parte das vendas.


“A partir daquele cenário de que poderíamos não abrir, a estimativa era das piores. Mas, com os decretos com novas regras para os shoppings e o comércio de rua, as coisas melhoraram. A Fecomércio do Paraná fez um estudo que projetou 12,5% de queda nas vendas, o que para o tamanho da crise é razoável”, afirma Ovhanes Gava, presidente do Sincoval (Sindicato do Comércio Varejista de Londrina).




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. | Vitor Struck/Grupo Folha
 


O otimismo também ganhou os olhares na Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina). Ainda sem números fechados, o presidente da entidade, Fernando Moraes, notou uma mudança no comportamento do consumidor. “As pessoas estão muito conscientes. Vi praticamente todos de máscara. O pessoal está com receio, mantendo o distanciamento necessário. Acredito que, com a população se educando, não precisaremos de um novo fechamento do comércio”, aponta Moraes.


Na análise do Sincoval, os comerciantes do Centro, mais especificamente da região do Calçadão, estavam desconfiados em abrir no horário mais estendido, mas a adesão do público foi mudando dia a dia. “No sábado (9), andei no calçadão e os lojistas mal puderam me dar atenção porque tinha movimento. Na quinta-feira (7), alguns abriram até as 18h, mas não houve adesão. Já na sexta-feira (8), muita gente ficou até as 20h”, lembrou Gava.


SHOPPINGS

Ambas as instituições acompanharam a reabertura dos shoppings da cidade, que não recebiam o público há quase dois meses, desde o decreto firmado pelo governo do Estado em 19 de março. A decisão de reabrir coube à Prefeitura de Londrina.


A reabertura promovida com várias limitações levou os consumidores de volta às compras com um comportamento diferente. “Estive no Shopping Catuaí para ver como estava o movimento e o comportamento foi diferente. As pessoas permaneceram numa média de 15 minutos. Entravam, compravam e saiam”, relatou Gava. Já Moraes sentiu a diferença dos corredores, antes cheios de pessoas. “Por volta das 17h, estava muito vazio em comparação a antes. Mas as poucas pessoas estavam com sacolas”, disse.


Segundo o superintendente do shopping Catuaí Londrina, Diego Peralta, a movimentação no local foi muito positiva durante toda a semana. O centro de compras já havia adotado a prática do drive thru nos últimos dias. As compras eram acertadas por telefone e os clientes passavam para pagar e pegar. “A semana foi boa. Nossa ação foi um sucesso e ficou claro que atendeu quem queria presentear a mãe. Houve um grande interesse na área de moda, joias e perfumes. Em relação a sábado (9), o movimento foi acima do esperado, mas dentro do que havíamos preparado”, relatou.




Na avaliação do maior shopping da cidade, os frequentadores compreenderam bem as limitações e novas regras para circular. “Fiquei nas portarias por um bom tempo e não tivemos problemas de pessoas sem máscara ou que se recusassem a aferir a temperatura. Foram poucos os casos de quem levou crianças. Espalhamos 20 totens com álcool gel pelo shopping e vi as pessoas usando, evitando aglomeração. Vejo que o londrinense está comprometido com a segurança, porque sabe que uma escalada da doença provocar um retrocesso”, concluiu Peralta.

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