Comércio de Londrina comemora vendas superiores a de 2001
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2002
Benê Bianchi<BR>Reportagem Local 
As vendas de dezembro surpreenderam os comerciantes de Londrina. Em vez de um período de baixa como era esperado, em decorrência da pressão do dólar, inflação acima da média e expectativas com o novo governo, o setor registrou aumento em torno de 15% nas vendas deste ano em relação ao mesmo período do ano passado (1 a 24 de dezembro). Os números divulgados ontem ainda não são os definitivos. O balanço final deve ficar pronto apenas no início de janeiro.
De acordo com as estimativas da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), as vendas deste Natal superaram as do ano passado em cerca de 14%. A entidade chegou ao percentual com base nas consultas aos serviços de proteção ao crédito e também em um levantamento junto aos maiores varejistas do município.
O vice-presidente da Acil, Carlos Fernando Nonino, explica que as consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e ao Protecheque superaram as do ano passado em 10%. Foram, ao todo, 170 mil consultas em dezembro deste ano, contra 155 mil no mesmo período do ano passado.
Já as vendas no cartão de crédito, principalmente as parceladas, registraram um aumento expressivo. Segundo Nonino, considerando também a comercialização à vista, as vendas como um todo ficaram entre 13% e 14% acima do desempenho obtido no ano passado. ''Consideramos esse resultado excelente, já que tivemos um ano cercado de tensões na área política e pressionado pelas altas constantes do dólar'', analisa.
Nos dois maiores shoppings da cidade, o movimento também superou as expectativas. De acordo com o presidente da Associaçãos dos Lojistas do Catuaí, Claudinei Benossi, um balanço preliminar aponta vendas entre 15% e 20% maiores que do ano passado em todos os setores. Um dado que chamou a atenção foi a quantidade de compras parceladas. ''Ainda não tenho dados sobre todos os setores, mas na minha loja 50% das vendas foram parceladas'', diz. Ele acredita que, no geral, as vendas a prazo atingiram 40% do total.
No Royal Plaza, um dos setores que mais comemoram é o de alimentação. O superintendente Luiz Roberto Parizzoto informa que na Praça de Alimentação as vendas cresceram 30%. ''O movimento no Royal começou no final de novembro e se manteve até a véspera de Natal.'' Parizotto informa que o shopping ainda não fechou o balanço, mas, uma semana antes do Natal, só os setores de calçados e brinquedos já tinham vendido 10% mais que no ano passado.
Os comerciantes também estavam satisfeitos com o movimento no comércio ontem à tarde. Apesar de ser um dia de troca de presentes, eles registravam vendas. ''Muitos ganharam presentes e agora também estão comprando para retribuir'', comenta Benossi.
Segundo o gerente da Riachuelo, Antonio Sampaio de Andrade, as pessoas que faziam as trocas de presentes acabavam levando algo mais caro. ''Nessa época o estoque é menor, não há as mesmas opções. Muitos complementam o valor e levam outro produto de maior valor.''


