O número de emplacamento de motos, caminhões e ônibus aumentou em agosto sobre junho. Os veículos em duas rodas apresentaram recuperação de 1,56% e os pesados, de 13,87%, informou a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Porém, houve retração de 22,45% no número de motos e de 25,52% no de caminhões e ônibus ante agosto do ano passado.
Foram comercializados no último mês 14.583 ônibus e caminhões, além de 140.641 motos. Mesmo com a leve recuperação, o presidente da entidade, Flávio Meneghetti, diz que ainda não recebeu resposta do governo federal sobre pedido que fez no mês passado para aumentar a oferta de crédito aos consumidores de motos. Ele diz que apenas 15% dos pedidos de financiamentos feitos em agosto foram aprovados. ''Como moto não recolhe IPI, não tem muito como incentivar. Pedimos a liberação de um depósito compulsório do Banco Central para os bancos, para aumentar o crédito, mas não fomos atendidos.''
No caso de ônibus e caminhões, Meneghetti conta que não se trata de um problema. Ele afirma que houve antecipação da compra de veículos desse tipo em 2011, por conta de novas leis sobre a emissão de gases poluentes. ''Como seria necessária uma tecnologia nova e mais cara para a produção industrial dos veículos, as empresas de transporte correram para renovar a frota no ano passado'', comenta.
Mesmo assim, ele diz que há queda nas vendas de caminhões no ano por causa do Produto Interno Bruto (PIB) menor do que o de 2011, já que há menos produtos para transporte. (F.G.)

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