Comércio de aves não foi liberado
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quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O comércio de aves paranaenses com os mercados de São Paulo e Rio Grande do Sul ainda não foi liberado totalmente. Abatedouros instalados nos 36 municípios considerados área de risco sanitário não conseguem escoar sua produção para esses mercados. Apesar de ainda não ter calculado os prejuízos, o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar) pretende fazer um levantamento depois que o problema da febre aftosa for resolvido no Estado.
Segundo o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, as perdas variam conforme cada empresa. ''Algumas vendas são postergadas, o que causa um certo desconforto nas operações porque as empresas têm uma programação semanal de receita e isso também acaba postergado'', explicou. Ele acrescenta que o mandado de segurança impetrado pelo Sindiavipar contra o Rio Grande do Sul ainda aguarda o julgamento de mérito. A liminar já foi negada.
Exportações - Os abatedouros de aves instaladas na região de Londrina têm enfrentado poucos problemas para exportar sua produção pelo Porto de Paranaguá, devido à greve dos fiscais sanitários. A Jaguafrangos, por exemplo, tem retardado os embarques à espera de uma definição sobre a greve. ''Estamos segurando cerca de 40% do total das exportações. Certamente isso já nos trouxe prejuízos'', disse o diretor Sidnei Bottazzari sem, contudo, revelar números.
Já o diretor da Comaves, Paulo Muniz, afirma que a empresa não está enfrentado nenhum problema para exportar sua produção. ''A greve e a suspeita de aftosa não nos trouxeram nenhuma dificuldade pontual. O que vai ficar é a dúvida sobre toda a política de controle sanitário feita pelo Brasil. O País não pode tratar a defesa sanitária animal e vegetal com essa despreocupação que tem demonstrado'', avaliou.
A empresa Big Frango também declarou, através da assessoria de imprensa, que não tem enfrentado nenhum problema para exportar seus produtos.


