Pa­ris, Fran­ça - O mer­ca­do do lu­xo não es­tá imu­ne à cri­se. Ao con­trá­rio do que as pri­mei­ras aná­li­ses in­di­ca­vam no quar­to tri­mes­tre de 2008, as gri­fes de ­joias, re­ló­gios, rou­pas, ar­ti­gos em cou­ro e aces­só­rios tam­bém so­frem com a re­ces­são mun­dial. Es­tu­dos das con­sul­to­rias Eu­ros­taf e ­Bain & Com­pany pro­je­tam um re­cuo de 10% nas ven­das em 2009. Em tem­pos crí­ti­cos, a os­ten­ta­ção fi­ca fo­ra de mo­da.
  Os ­dois le­van­ta­men­tos fo­ram di­vul­ga­dos em Pa­ris, cen­tro mun­dial da in­dús­tria do lu­xo. De acor­do com o re­la­tó­rio do es­cri­tó­rio Eu­ros­taf, re­ve­la­do pe­lo jor­nal ‘‘Le ­Monde’’, a re­tra­ção do mer­ca­do de­ve flu­tuar en­tre 5%, no me­lhor dos ce­ná­rios, e 10%, no ­pior. ‘‘Nos­sas pre­vi­sões no se­tor mun­dial do lu­xo se de­gra­da­ram ­sensivelmente’’, afir­ma Ni­co­las Bou­lan­ger, au­tor do re­la­tó­rio que se ba­seia em 22 mar­cas. As gri­fes de lu­xo vi­ram ‘‘um pri­mei­ro se­mes­tre mui­to ­difícil’’, e seu mer­ca­do de Ç 170 bi­lhões em 2008 se­rá re­du­zi­do a Ç 153 bi­lhões es­te ano, pre­vê. ‘‘O se­gun­do se­mes­tre se­rá me­nos ne­gro por­que em 2008 o lu­xo já es­ta­va em cri­se.’’
  Se­gun­do o ana­lis­ta, o seg­men­to de pro­du­tos de cou­ro e aces­só­rios, por exem­plo, de­ve le­var um tom­bo. A evo­lu­ção mé­dia do se­tor en­tre 2004 e 2007 foi de 16% ao ano, mas em 2009 o de­sem­pe­nho de­ve fi­car en­tre cres­ci­men­to de 2% e que­da de 3%, na pers­pec­ti­va do Eu­ros­taf. ‘‘Os lí­de­res, co­mo ­Louis Vuit­ton, Her­mès e Guc­ci re­sis­ti­rão ­melhor’’, es­ti­ma.
  Já na pro­je­ção do ins­ti­tu­to ­Bain & Com­pany, o re­cuo se­rá ­maior. No fim de ­abril, o es­cri­tó­rio re­viu ­suas pre­vi­sões pa­ra que­da de 10% nes­te ano, 20% só no pri­mei­ro se­mes­tre. As ven­das de rou­pas de­vem ­cair 15%, as de ­joias e re­ló­gios, 12%, e as de cou­ro e aces­só­rios, 10%.

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