Comércio de artigos de luxo recua em 10%
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sábado, 09 de maio de 2009
Andrei Netto, correspondente<br> Agência Estado 
Paris, França - O mercado do luxo não está imune à crise. Ao contrário do que as primeiras análises indicavam no quarto trimestre de 2008, as grifes de joias, relógios, roupas, artigos em couro e acessórios também sofrem com a recessão mundial. Estudos das consultorias Eurostaf e Bain & Company projetam um recuo de 10% nas vendas em 2009. Em tempos críticos, a ostentação fica fora de moda.
Os dois levantamentos foram divulgados em Paris, centro mundial da indústria do luxo. De acordo com o relatório do escritório Eurostaf, revelado pelo jornal Le Monde, a retração do mercado deve flutuar entre 5%, no melhor dos cenários, e 10%, no pior. Nossas previsões no setor mundial do luxo se degradaram sensivelmente, afirma Nicolas Boulanger, autor do relatório que se baseia em 22 marcas. As grifes de luxo viram um primeiro semestre muito difícil, e seu mercado de Ç 170 bilhões em 2008 será reduzido a Ç 153 bilhões este ano, prevê. O segundo semestre será menos negro porque em 2008 o luxo já estava em crise.
Segundo o analista, o segmento de produtos de couro e acessórios, por exemplo, deve levar um tombo. A evolução média do setor entre 2004 e 2007 foi de 16% ao ano, mas em 2009 o desempenho deve ficar entre crescimento de 2% e queda de 3%, na perspectiva do Eurostaf. Os líderes, como Louis Vuitton, Hermès e Gucci resistirão melhor, estima.
Já na projeção do instituto Bain & Company, o recuo será maior. No fim de abril, o escritório reviu suas previsões para queda de 10% neste ano, 20% só no primeiro semestre. As vendas de roupas devem cair 15%, as de joias e relógios, 12%, e as de couro e acessórios, 10%.


