Curitiba - O comércio de Curitiba se recuperou em julho, com aumento das vendas à vista e a prazo, e queda das taxas de inadimplência. O recebimento dos saldos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e as liquidações de inverno contribuíram para a melhora, segundo análise divulgada ontem pela Associação Comercial do Paraná (ACP). O bom desempenho do comércio deve se manter em agosto, já que a expectativa dos comerciantes é de aumento de 8% nas vendas para o Dia dos Pais.
O Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), indicador das vendas a prazo da ACP, registrou aumento de 8,6% no volume de consultas de julho, em relação a junho. Mas em comparação com julho de 2001, houve queda de 20,5%. ''Como o ano de 2001 foi muito bom, fica desproporcional a comparação'', observou o vice-presidente de Serviços da ACP, Élcio Ribeiro. Em relação a julho de 2000, houve acréscimo de 10,5% neste ano. O Videocheque, indicador de vendas à vista, apresentou aumento de 10% no mês e de 6,15% em relação a julho de 2001. ''O cheque está pegando um terreno muito bom, subsituindo o cartão de crédito'', explicou.
Entre 10 de junho e 29 de julho, foram pagos cerca de R$ 115 milhões em saldos do FGTS para 320 mil pessoas em todo o Paraná. ''Muitos lojistas disseram que o FGTS estaria funcionando como um 13º salário'', ressaltou Ribeiro. Outro fator importante para a alavancada do comércio, que tinha apresentado retração em junho, foi a exportação de produtos agrícolas. ''A safra começou a ser negociada neste mês'', relatou. O pagamento da primeira parcela da Participação em Lucros e Resultados (PLR) em várias empresas também injetou dinheiro extra na economia, observou Ribeiro. A inadimplência em Curitiba foi de 3,61% em julho, contra 4,58% em julho.

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