Paulo WolfgangNovos postosLoja da Mesbla, em Londrina, está contratando 27 pessoas para trabalho temporário no final do ano O comércio já começa a abrir vagas temporárias de emprego de final de ano mas o número de ofertas é bastante tímido comparado com o dos anos anteriores. Cautelosos, os comerciantes afirmam que as vendas fracas não permitem uma previsão mais otimista para contratações. Preferem aguardar aquecimento nas vendas antes de colocar gente nova atrás dos balcões. Mas se a oferta de emprego provisório é baixa, é grande a fila dos desempregados atrás de uma renda extra no Natal.
O diretor da Labor Trabalho Temporário, Sílvio Lopes, estima que a proporção é de 15 desempregados para cada vaga que se abre no comércio. Segundo ele, a maioria das vagas é para as funções de vendedor, caixa e fiscal. Quando chegar dezembro, também começa a procura por Papais e Mamães Noéis. A Labor está fazendo a seleção para o pessoal temporário da loja da Mesbla em Londrina. São 27 funcionários para trabalhar do dia 3 de novembro até 26 de dezembro como fiscais (três), caixas (seis) e auxiliares de venda (18).
De acordo com o departamento de Recursos Humanos da Mesbla, há perspectiva de essas pessoas permanecerem na empresa a partir de janeiro, quando o quadro de vendedores estará sendo incrementado. Sílvio Lopes, da Labor, lembra que há cinco anos, a Mesbla contratou 90 pessoas extras para o Natal. ‘‘Em outubro, já estavam empregados cerca de 30 a 40’’.
Na Casas Pernambucanas, ainda não está definido quantos funcionários extras serão empregados. Na loja do centro, o gerente Sebastião Edvard Costa afirma que deve ter esse número fechado ainda esta semana. Na loja do shopping, já está decidido: não haverá contratação.
O gerente da Riachuelo, Antônio Sampaio de Andrade, apresentou na semana passada à matriz a proposta de contratar 22 pessoas para a loja em Londrina para o período de 17 de novembro a 26 de dezembro. ‘‘Até dezembro, haverá treinamento. São 15 dias para integrar o pessoal extra’’, diz Andrade. No ano passado, ele lembra que em dezembro foi preciso aumentar em dez pessoas o quadro de temporários.
O dono das lojas Colcci em Londrina, Celso Eduardo de Camargo, afirma que o momento é recessivo e que deve contratar extras somente para dezembro. Para a loja do centro, onde há três funcionários, deve ser contratado apenas mais um; para a do shopping, mais quatro ou cinco. ‘‘Estou apostando num aquecimento em novembro’’.
O aumento nas vendas é que vai definir quantos extras serão contratados para as três lojas da Tricolândia. O empresário Hélio Saruhashi afirma que está difícil arriscar um número. ‘‘Ainda não defini quantos nem quando começam a trabalhar. Qualquer previsão com um movimento fraco desses é furada’’, diz.
Responsável pelo departamento pessoal da Bonny, Telmo César Possobom diz que cada uma das quatro lojas deve receber apenas um funcionário extra. ‘‘Estamos contratando menos’’.
Mais otimista, a gerente da loja O Boticário do shopping, Ciomara Pereira Turra, está recrutando quatro vendedoras para começar a trabalhar em dezembro. ‘‘Em novembro, elas serão treinadas’’, diz Ciomara. Segundo ela, O Boticário está com boas expectativas de vendas neste final de ano. ‘‘Em outubro, já tivemos um percentual de venda bem maior que setembro. Estamos investindo muito em marketing, sorteando prêmios para os clientes e lançando produtos novos’’. O Mappin Loja de Departamentos, que planeja inaugurar uma loja no Catuaí Shopping Center, vai empregar 200 pessoas. A loja já iniciou o processo de recrutamento e seleção no próprio shopping.

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