Comércio contrata e construção demite
Pesquisa do Ipardes nos municípios da região metropolitana de Curitiba em março mostra que nível de emprego teve expansão, apesar de modesta
O nível de emprego na Região Metropolitana de Curitiba apresentou crescimento de 0,4% em março sobre o mês anterior, mas os desempregados ainda representam 6,5% da população economicamente ativa. Os números foram apresentados ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que faz a pesquisa mensal.
O aquecimento da economia fez com que os setores da indústrias, comércio e serviços abrissem 48 mil vagas no período de um ano. Houve ainda aumento se a comparação for feita entre março e fevereiro. Neste caso, a variação positiva foi de 0,4%, ou seja, 5 mil pessoas a mais no mercado de trabalho.
Os municípios da Grande Curitiba têm 1,2 milhão de trabalhadores. A população economicamente ativa apresentou um crescimento de 1,3%. Houve ainda um aumento populacional na região. O comércio foi o que mais cresceu e gerou empregos. O número de empregados no setor é 4,2% maior em relação ao mês anterior. Fevereiro é considerado um mês tradicionalmente fraco e, por ter apenas 28 dias, isso acaba contribuindo para ter números inferiores.
Se por um lado o comércio contratou, por outro a construção civil demitiu. A queda no nível do emprego foi de 1% sobre fevereiro. A queda no nível ocupacional na construção civil é resultado do aumento significativo do salário médio dos trabalhadores, que foi de 9%, afirmou a coordenadora da pesquisa Sachiko Araki Lira. Quando há aumento de salários ocorre uma tendência de diminuir o número de contratados.
Na comparação histórica com março de 2000, houve aumento do nível ocupacional em todos os setores da atividade. A exceção mais uma vez ficou por conta da construção civil que permaneceu estável. Em compensação, a indústria de transformação ampliou em 10,6% suas contratações em março deste ano sobre o mesmo mês no ano passado.
Março foi positivo também para o trabalho formal. Houve um crescimento de 7 mil trabalhadores com carteira assinada. Da mesma forma aumentou em 2,9% a quantidade de trabalhadores por conta própria. Já o número de pessoas que trabalham no mercado informal caiu em 2,6% e o de empregadores reduziu em 4,9%. A tendência é aumentar o número de vagas uma vez que a economia volta a se aquecer no mês de abril, afirmou a coordenadora da pesquisa.





