Os comerciantes de Curitiba e região metropolitana estão comemorando o recorde de vendas que fez deste Natal o melhor do Plano Real, na avaliação da Associação Comercial do Paraná (ACP). Para animar mais ainda os lojistas, o movimento registrado ontem nas lojas foi intenso. Além das tradicionais trocas, foram registradas muitas vendas principalmente para os turistas que estão na cidade.
O número de consultas ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) foi 16% maior em relação ao ano passado, considerando o período de consultas entre 1º e 25 de dezembro. Foram registradas 457.586 consultas este ano, um indicativo de que os consumidores recorreram às compras a prazo, analisou Élcio Ribeiro, vice-presidente da ACP.
Os setores que mais venderam foram o de calçados, seguido de roupas, jóias, aparelhos de uso doméstico e pessoal (eletrodomésticos e eletroeletrônicos), veículos, supermercados e lojas de departamentos. No Shopping Mueller, tradicional de Curitiba, mais de 20 mil pessoas deixaram para fazer compras de Natal no último dia. Ontem, passaram pelo shopping, outras 20 mil pessoas.
A comerciante Solange Trombini também se surpreendeu com o movimento registrado ontem em sua loja de artigos de roupa para cama, mesa e banho, em Santa Felicidade. Segundo ela, muitos turistas foram ao shopping recém inaugurado no bairro e fizeram compras, principalmente de jogos de banho, artigo mais vendido este ano.
Ela notou um comportamento curioso do consumidor que fez a alegria dos lojistas. De acordo com a empresária, os consumidores preferiram comprar presentes de maior valor do que em anos anteriores. ‘‘Este Natal não foi o das lembrancinhas’’, destacou. Outra comerciante de bairro que não quis se identificar disse que este ano, o consumidor sabia exatamente o que queria, o que reflete que as compras foram devidamente planejadas conforme o orçamento.
A Associação Comercial também constatou esse comportamento do consumidor. Segundo Ribeiro, os consumidores planejaram melhor o orçamento familiar e evitaram as compras por impulso. Os consumidores evitaram de contrair dívidas que depois não podem honrar, disse.

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