Comércio com a China manterá ritmo
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terça-feira, 04 de maio de 2004
Isabel Sobral<br> Agência Estado 
Brasília - Mesmo com a perspectiva de desaquecimento da economia chinesa, o governo ainda está confiante que o intercâmbio comercial entre Brasil e China continuará sendo destaque no comércio exterior brasileiro este ano. O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, afirmou ontem que existem sinais que permitem essa conclusão, mas evitou prever resultados. Segundo ele, informações vindas de feiras e missões internacionais, além do desempenho da balança comercial até abril, indicam que o ritmo de comércio brasileiro com a China poderá se manter.
''Não posso prever que continuaremos no mesmo ritmo do ano passado, quando exportações brasileiras para aquele país cresceram cerca de 80%, mas continuaremos crescendo'', disse Ramalho, ao fazer uma palestra para uma platéia de empresários, durante o seminário ''Santos Export 2004'', em que foram discutidas soluções para ampliar a capacidade do porto de Santos.
Para Ramalho, os exportadores brasileiros estão aprendendo a conquistar novos mercados externos, algo que não é momentâneo. Além da China, que já ocupa o terceiro lugar no ranking dos principais mercados compradores de produtos brasileiros, ficando atrás dos Estados Unidos e Argentina, o secretário destacou que vários países da Ásia estão aumentando seu comércio com o Brasil. ''Está havendo uma cultura exportadora entre os empresários'', disse.
Como evidência do crescimento das exportações, o secretário informou que o volume de vendas e compras externas do País movimentado somente pelo porto de Santos aumentou em cerca de US$ 3 bilhões de janeiro a abril deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações pelo porto cresceram 36,5%, passando de US$ 5,5 bilhões para US$ 7,6 bilhões, enquanto as importações subiram 24,6%, de US$ 3,8 bilhões para US$ 4,8 bilhões.
Para Ramalho, esses dados reafirmam o terminal de Santos como a principal porta de comércio do País e responsável por 29% da movimentação da balança brasileira nos primeiros quatro meses deste ano.


