Comércio Brasil-China: US$ 12 bi em 2004
São Paulo - O comércio bilateral Brasil-China deve superar os US$ 35 bilhões em 2010, afirmou ontem o diretor-geral de comércio exterior do Ministério de Comércio da China, Li Ming Lin, que participou da inauguração do China Trade Center, em São Paulo. Segundo o executivo, somente este ano as trocas comerciais atingirão US$ 12 bilhões, contra US$ 7,9 bilhões em 2003, sendo que boa parte desse crescimento reflete a viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ao país no início do ano. Os chineses acreditam que a visita do líder chinês, Hu Jintao, nesta semana ao Brasil, estimulará ainda mais os negócios. Os chineses estão particularmente interessados, segundo Li Ming Lin, em madeira e montagem de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
O secretário de Comércio Exterior, Ivan Ramalho, que também participou da inauguração do China Trade Center, foi mais modesto e disse que o comércio bilateral deve ultrapassar os US$ 9 bilhões neste ano. Ele disse que o governo brasileiro está empenhado em diversificar a pauta de exportações para a China, concentrada em soja e minério de ferro. A China é, hoje, o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, mas as vendas externas do País aos chineses correspondem a apenas 1% de tudo o que a China compra mundialmente - cerca de US$ 450 bilhões ao ano. ''Há muito espaço para crescer'', disse.
O China Trade Center, um edifício de 11 andares em estilo chinês (com réplicas de dragões e da Muralha da China na entrada) na rua Pamplona, abriga desde quarta-feira o escritório de representação comercial da China em São Paulo. A entidade ocupa três andares do prédio, e os outros oito andares serão alugados.
O Ministério de Comércio da China também organiza, entre os dias 16 e 18 de novembro, em São Paulo, a Exposição de Produtos e Tecnologia da China - 2004, maior feira de empresas chinesas já realizadas no País. A feira reunirá 100 expositores, entre eles as 50 maiores empresas chinesas, nos setores de infra-estrutura, construção, energia, eletroeletrônicos, automóveis, motocicletas, autopeças e acessórios, minério, metalurgia, comunicação, computadores, vestuário, têxteis, artesanatos e indústria química e farmacêutica. (Paula Pulitti/AE)





