Comércio aposta em vendas maiores
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de março de 1999
Marca Antonio Assef Especial para a Folha 
O comércio varejista aposta num crescimento da venda de chocolates para a Páscoa deste ano. Enquanto a Apras - Associação Paranaense de Supermercados acredita que o volume de vendas deste ano será igual ao do ano passado, as Lojas Americanas, principal vendedor do produto no País com 37% do volume nacional, aumentou seus estoques para este ano em 10%. As seis lojas paranaenses do grupo - três em Curitiba, duas em Londrina e uma em Maringá - compraram 1.162.000 ovos de chocolate, quase três mil quilos de chocolate para o mercado paranaense.
O Brasil já é o quinto mercado consumidor de chocolates do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França, segundo dados da Abicab - Associação Brasileira das Indústrias de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados. Os revendedores do produto apostam no crescimento das vendas porque os preços está iguais ou mais baratos do que os de 1998. A venda já está boa nestes dias, mas na semana final antes da Páscoa é que o movimento cresce. Os supermercados estão prontos para atender a demanda, com uma grande variedade de produtos, comentou o presidente da Apras, Ruy Senff. Segundo ele, apesar do momento financeiro desfavorável, o consumidor sempre faz um esforço para comprar chocolates.
O Procon/PR - Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor pesquisou os preços de ovos de Páscoa em Curitiba nos supermercados e lojas especializadas. Foram encontradas diferenças de até 56,28% nos preços, num total de 12 estabelecimentos e 84 itens pesquisados. A maior diferença de preços (56,28%) foi encontrada no ovo Personalidades Garoto (200g), que no Supermercado Lembrasul está sendo vendido por R$ 8,58 e nos supermercados Big e Wal Mart, por R$ 5,49. A menor variação de preços foi registrada no coelho ao leite Garoto (50g), de apenas 6,45%, que custa R$ 0,93 no Carrefour e R$ 0,99 no Extra.
O secretário de Defesa do Consumidor do Paraná, Sérgio Spada, diz que é importante pesquisar preços nos supermercados e lojas, mas também junto a fabricantes, que mantém pontos de revenda ao consumidor.


