São Paulo - O Dia dos Pais a ser comemorado em 8 de agosto, embora seja a primeira data especial para o comércio depois que indicadores começaram a mostrar a recuperação da atividade econômica, não deve sacramentar uma nova fase de crescimento com uma corrida às compras.
Os resultados, na previsão de empresas e de economistas do varejo, devem repetir os números dos meses anteriores porque a data não tem grande apelo como o Dia das Mães (maio) ou dos Namorados (junho). Assim, as vendas vão apenas refletir o impulso que melhorou os números do comércio nos últimos meses, ou seja, o crédito e o cenário positivo.
Se o frio continuar, o que incentiva a procura por bens semiduráveis, líderes de vendas na data, a variação deve ficar em cerca de 4% para as transações à vista e de 7% para compras a prazo, estima o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo. Estes percentuais podem ser menores, caso as temperaturas subam até lá, principalmente na semana que antecede o Dia dos Pais, em que se concentra a maior parte das vendas.
Para o professor Cláudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração do Varejo (Provar), da FIA-USP, o movimento no Dia dos Pais, a exemplo do que vem ocorrendo com o varejo nos últimos meses, será impulsionado por questões subjetivas que influenciam o consumidor. Entre elas estaria o longo período de consumo contido e o ambiente mais positivo, que cria confiança para assumir compromissos mesmo sem a presença de fatores objetivos como o emprego e redução dos juros na ponta final.

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