Curitiba - Hoje é o último dia para as empresas pagarem a segunda parcela do 13º salário. Com dinheiro no bolso, a expectativa do comércio é que o consumidor corra às lojas neste final de semana para fazer as compras de Natal. Devem ser injetados na economia do Paraná cerca de R$ 1 bilhão, considerando o pagamento extra para os trabalhadores formais, informais e os servidores estaduais que recebem hoje parcela integral do 13º salário.
Muitas empresas, que encerraram o expediente ontem, já pagaram o 13º salário ao longo da semana, o que fez com que as vendas fossem bem melhores em relação à semana passada, comparou o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Élcio Ribeiro. A ACP mantém a projeção de vender entre 3% e 4% a mais neste ano em comparação com o Natal do ano passado.
Conforme cálculos feitos pelo Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Sócio-Econômicos (Dieese), deduzindo os descontos previdenciários e do Imposto de Renda, feitos na segunda parcela, o 13º salário dos trabalhadores formais deve somar R$ 730 milhões, incluindo o pagamento dos servidores estaduais. Com o acréscimo do benefício aos trabalhadores da economia informal, o volume de recursos injetado na economia cresce para cerca de R$ 907 milhões.
A Secretaria da Fazenda confirmou que deposita hoje cerca de R$ 350 milhões a título de pagamento de 13º salário para funcionários estaduais da ativa e também para os inativos.
Passado o período de pagamento de dívidas e de recuperação do crédito, que normalmente se observa quando as empresas pagam a primeira parcela do 13º salário, a segunda parcela geralmente é destinada às compras, disse o coordenador do Dieese, Cid Cordeiro. Ele destaca que este ano alguns trabalhadores podem reservar parte do 13º salário para aplicações financeiras, cujas taxas ficaram atraentes com a alta dos juros promovida pelo Conselho de Política Monetária (Copom), anteontem.
Para Cordeiro, as incertezas dos rumos da economia e o impacto das taxas de juros sobre as aplicações financeiras podem arrefecer um pouco o consumo na semana que antecede o Natal. ''Com a alta dos juros, as pessoas ficam na expectativa que o quadro econômico se deteriorou e, por isso, tentam se proteger nas aplicações financeiras'', disse.
Por outro lado, o comércio mantém o otimismo de boas vendas neste final de ano. A intensa atividade da indústria no mês de outubro mostra que o comércio esperou até o último momento para fazer suas encomendas para o Natal. Como foi um ano difícil para muitas setores, a expectativa do comércio é que os consumidores acabem comprando pelo menos um presente, até para compensar as dificuldades que teve este ano.

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