O Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina delegará ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) a definição sobre o dissídio coletivo da categoria. Segundo o presidente da entidade José Lima do Nascimento, o ingresso da ação deve ocorrer até o final do mês. Mas, na próxima semana, patrões e empregados realizam assembléias paralelas para discutir o assunto. ''O encontro servirá apenas para referendar uma medida já aprovada pela categoria'', completou o líder dos comerciários.
O expediente aos finais de semana foi o maior obstáculo na busca do acordo. Os patrões defendem a abertura das lojas todos os sabádos à tarde e os empregados aceitam trabalhar, no máximo, dois por mês. Na última reunião de conciliação, realizada ontem na sub-sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), surgiu a hipótese de trabalhar três sábados em maio e outro mês a escolher. ''Continuamos abertos à negociação'', frisou Ademar Vedoato, presidente da comissão que representou o Sindicato do Comércio Varejista (Sincoval).
Enquanto a questão estiver nas mãos da Justiça, o dia-a-dia dos comerciários será regido pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e o expediente das lojas pelo Código de Posturas do Município. Isto quer dizer, que eles deverão trabalhar 44 horas semanais e, no máximo, duas horas extras nos sábados com adicional de 50%. O comerciante que desrespeitar essas leis estará sujeito à fiscalização da Prefeitura e do Ministério do Trabalho. Na opinião de Vedoato, é necessário bom senso de ambas partes para chegar ao equilíbrio.
A expectativa de Nascimento é que o TRT demore entre 60 a 120 dias para julgar o dissídio coletivo, prazo que poderá subir ainda ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Neste caso, a resposta pode levar cerca de um ano. Além disso, existe também discordância em relação às cláusulas salariais. Os comerciários reivindicam um piso de R$ 450,00, 10% de correção para quem recebe mais que o piso e R$ 500,00 de salário para os comissionados. Os comerciantes, por sua vez, oferecem um piso de R$ 360,00, 5,60% de reajuste para quem recebe mais que o piso e R$ 400,00 de salário para os comissionados. A data base da categoria é 1º de Maio e o piso atual é de R$ 332,13.

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