São Paulo - Outra categoria a obter aumento real de 4% foi a dos metalúrgicos da Grande São Paulo, de sindicatos filiados à CUT e à Força. A maior resistência para fechar acordo foi observada no chamado Grupo 10 da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), formado por sindicatos da indústria de mecânica, de funilaria de móveis, de estamparia, de artefatos de ferro, de rolhas metálicas, entre outros. Depois de tensas negociações e até ameaças de greve, trabalhadores e empresas aceitaram fechar acordo de correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e aumento real de 4%, resultando em uma média de reajuste de 10%.
''As montadoras suspenderam as férias coletivas desse fim de ano para não interromper a produção, já que o mercado está aquecido. Tivemos mais espaço para negociação'', argumenta Juruna.
Os químicos também devem aceitar, nas assembléias dos próximos dias, a última proposta patronal, de reajuste de 8%, resultando em aumento real de 1,8% a 2%, em relação ao INPC apurado em 12 meses. O sindicato patronal também oferece pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 400.
Restam ainda negociações importantes, como a dos comerciários, cuja federação, ligada à Força, conta com 670 mil trabalhadores em sua base. ''Essa categoria nos preocupa, porque houve, recentemente, cortes de pessoal e os recentes aumentos de juros promovidos pelo Banco Central podem conter um pouco o ânimo desse Natal. A nosso favor, temos a maior oferta de crédito para os consumidores, caso dos empréstimos em consignação em folha de pagamento, e a expectativa do Dieese de que o 13º salário injetará mais de R$ 40 bilhões na economia do País no fim do ano'' , analisa Juruna. ''Temos de sensibilizar esses empregadores e aproveitar a boa onda de ganhos reais de salário criada por outras categorias para estender também aos comerciários'', complementa. (Agência Estado)

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