Comerciários rejeitam proposta
A manchete da FOLHA de terça-feira ''Comércio pode ter horário ampliado'' assustou os empregados das lojas do Centro. Eles temem ter de trabalhar mais horas por dia e serem prejudicados nos estudos e no convívio com a família. ''Eu estudo à noite. Se essa proposta passar, vou ter de parar. É um absurdo'', afirma Andreia Barboni, funcionária do Sebo Paraná. ''É péssimo. A vida da gente já é corrida. Quando saímos do trabalho temos de ir para casa cuidar do marido e dos filhos. Essa lei vai nos privar do convívio com a família'', acredita Jessika Cristina Pereira, da Mega Calçados.
A mesma coisa afirma Patrícia Costa, da Zupt Baby. ''Não concordo. Tenho família para cuidar e, além disso, depois das sete da noite fica perigoso aqui no Centro.'' Outra indignada com a possibilidade de mudança é a gerente da Stop Jeans, Ana Silvia Martins de Souza. ''Eu sou mãe de três filhos. Preciso ir para casa cuidar da família assim como minhas colegas.''
Para as trabalhadoras, a mudança do horário não beneficia sequer as empresas. ''Não sei para que serve esta lei. No segundo sábado do mês o comércio fica aberto até às 18 horas, mas as lojas ficam às moscas'', diz Paula Bortato, funcionária da J Quatro. ''À noite, as pessoas querem ir para casa descansar. Ninguém vai querer ficar no Centro depois das seis'', critica Maria Paula Mendes, funcionária do Sebo Paraná. (N.B.)





