Comerciários protestam contra horário
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sábado, 24 de julho de 2004
Renon Junior<br> Reportagem Local 
Num misto de sindicalistas, comerciários e até políticos, o Sindicato dos funcionários do comércio de Londrina fez ontem uma manifestação no centro da cidade contra a abertura das lojas nas tardes de sábado. O apitaço começou logo após às 13 horas, horário em que os estabelecimentos deveriam estar fechando, conforme defende o sindicato.
A maioria das lojas preferiu evitar a polêmica, fechando à 1 hora da tarde. As poucas que mantiveram as portas abertas sofreram a pressão dos manifestantes. Em uma filial de uma rede de eletrodomésticos, os funcionários resolveram baixar as portas logo que o protesto posicionou-se na entrada. Em uma ótica, próxima ao Coreto, a direção informou que não cederia aos apelos do movimento, o que aumentou os protestos.
Em uma rede de departamentos, a pressão dos manifestantes resultou em uma porta de vidro quebrada. Os participantes do movimento também quiseram forçar o fechamento de uma loja de calçados. O gerente apareceu e alegou que só encerraria as atividades às 14:30 horas, recebendo vaias em seguida. Com palavras de ordem como 'Abaixo a escravidão', o apitaço fez muito barulho pelo Calçadão e Rua Sergipe.
O diretor do Sindicato dos Comerciários de Londrina, Célio Villa, avaliou como 'boa' a participação dos empregados do comércio. Ele disse que pretende repetir manifestações como a de ontem, se for necessário. ''Temos muitos pais e mães de família que não podem trabalhar todos os sábados. Além disso, a maioria das empresas não paga as horas extras e as comissões vêm por fora'', disparou.
Questionado sobre o cunho político do protesto, já que dois vereadores, candidatos à reeleição acompanhavam a manifestação, Villa disse que todos os candidatos podem colaborar na ''defesa dos trabalhadores''.


