Comerciários esperam acordo sobre reajuste na próxima terça
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Representantes dos sindicatos de patrões e de trabalhadores do comércio de Londrina esperam bater o martelo nesta terça-feira sobre a negociação salarial e sobre a abertura das lojas em todas a tardes de sábado do mês. Em reunião ontem, o acordo esbarrou na definição sobre o pagamento de horas extras e sobre a rotatividade de equipes nos fins de semana. Ainda há uma pequena diferença entre os 10% de dissídio pedidos pelos funcionários e os 9,5% propostos pelos lojistas, o que não deve ser problema.
O diretor secretário do Sindicato dos Empregados do Comércio de Londrina (Sindecolon), Celio Vila, diz que a categoria recebeu bem a proposta de piso salarial de R$ 928 dos patrões, que contempla o pedido de 12,69% de reajuste usado pelo governo do Estado para o mínimo paranaense. No entanto, Vila conta que ainda há alguns pontos distantes em relação ao trabalho nas tardes de sábado. "Pedimos 60% de hora extra nos dois primeiros e 100% nos seguintes, mas eles ofereceram 80% no terceiro e 60% no quarto", diz.
Nas datas das duas primeiras semanas do mês, o advogado do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval), Ed Nogueira de Azevedo Junior, afirma que não há necessidade de se pagar mais porque já estavam previstas na Convenção Coletiva de Trabalho. Há outra discordância sobre a alternância de trabalho nas tardes de sábado. "Eles querem que alterne só o terceiro e o quarto e nós queremos que sejam todos", diz o diretor do Sindecolon, que, mesmo assim, crê em acordo na terça.
Os dois sindicatos medem forças desde o início do ano na negociação da convenção coletiva, que venceu no último dia 31 de junho. Desde então, o Sindecolon exigiu que os comerciários não tivessem de trabalhar nas tardes do terceiro sábado de cada mês, até que a negociação terminasse. "Acho que vai fechar, estou muito otimista. A proposta apresentada não atingiu todos os anseios do trabalhador, mas é justa", diz o advogado do Sincoval, que lembra que o piso passará a ser o segundo maior do Estado, atrás do pago em Foz do Iguaçu.


