Os comerciários de Londrina, que têm data base no mês de maio, ainda não chegaram a um acordo com a classe patronal. O impasse foi criado por causa da proposta do Sindicato do Comércio Varejista em abrir as portas dois sábados por mês um sábado que antecede datas comemorativas, já acordado, e mais um a cada mês.
Os comerciários só aceitam trabalhar um sábado a mais se piso da categoria subir de R$ 237,00 para R$ 540,00. Segundo o presidente do sindicato dos trabalhadores, José Lima do Nascimento, a categoria aceita o reajuste proposto de 7,07%, desde que não se mexa na atual jornada de trabalho. ''Como não está havendo acordo, devemos pedir a instauração do dissídio'', diz.
O Sindicato do Comércio Varejista (Sincoval) publicou nota ontem, nos jornais, orientando os varejistas a reajustarem os salários dos comerciários em 7,07% (inflação oficial apurada no período de 1 de maio de 2000 a 30 de abril de 2002). O presidente do sindicato patronal, Sinésio Scudeler, esclarece que os comerciantes não são obrigados a fazer o reajuste, porque a convenção ainda não foi assinada. ''Nós só estamos fazendo a orientação. Estamos vendo que tudo subiu e os empregados são nossos melhores parceiros'', recomenda.

mockup