Hoje, dia 1º de maio, é a data-base dos comerciários. A categoria - formada por cerca de 25 mil trabalhadores em 20 municípios da região de Londrina - pede 15% de reajuste salarial e manutenção das cláusulas sociais. O percentual foi tirado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que até março havia ficado em 5,20%, mais a projeção de um ganho real. O piso atual da categoria é R$ 560 para os comissionados, enquanto os funcionários empregados nas demais funções têm salário de R$ 523. A expectativa dos dois sindicatos - patronal e dos empregados - é fechar a nova Convenção Coletiva de Trabalho ainda neste mês.
Para o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, José Lima do Nascimento, ''não há motivo nem razão'' para que o reajuste pedido não seja concedido. ''Segundo o Dieese 18 categorias de trabalhadores tiveram reajuste acima da inflação acumulada. Não há motivos para não termos um ganho real'', avalia. O assessor jurídico do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, João Vicente Capobiango, disse que a diretoria da entidade discutirá o rol de reivindicações dos comerciários no final da próxima semana. ''Esse índice (15%) é inviável, é um pedido muitíssimo alto, quase o dobro do INPC, que pode ficar na casa dos 8% em abril (o índice seria fechado ontem)'', afirma.
Depois da discussão da diretoria será convocada assembleia. ''Tudo depende da assembleia mas, por enquanto, não se pensa em um índice de reajuste diferente do INPC'', informa. Na sua avaliação, a definição do percentual de aumento do salário mínimo regional ''tirou todas as possibilidades de negociação dos sindicatos''. ''O governo reajusta o salário em índices não conhecidos (este ano foi 14,9%), sem qualquer parâmetro, uma decisão meramente eleitoreira'', classifica. (F.M.)

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