Comerciantes seguem otimistas mesmo em tempo de crise
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domingo, 20 de dezembro de 2015
Ricardo Maia<br>Reportagem Local 
O clima entre os comerciantes da área central de Londrina no último sábado que antecede o feriado de Natal foi de otimismo. Mesmo com o País vivendo uma recessão econômica, os lojistas londrinenses têm apostado no pagamento do 13° salário e no adiantamento de férias de muitos trabalhadores que aproveitam esse dinheiro extra para presentear amigos e familiares.
Marcos Rambalducci, consultor econômico da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), reforça que os comerciantes estão otimistas. Mesmo com uma tendência dos consumidores gastarem menos neste ano, muitas pessoas não deixam de comprar. Além disso, completa ele, como é típico do brasileiro, muita gente vai às compras na última hora.
Para atrair o público, lojistas têm apostado em promoções. Antonio Verza Filho, gerente da loja Descontão, espera um bom movimento neste final de ano. "Reduzimos a nossa margem de lucro, ampliamos a nossa loja e aumentamos a variedade de produtos para elevar o movimento", salientou. Por causa dessas ações, Verza Filho espera um crescimento de até 20% nas vendas antes do Natal em relação ao mesmo período do ano passado. O comerciante destaca que é na crise que o empresário precisa se adaptar. "Muitos ficam impressionados quando falo em crescimento", destacou o gerente do Descontão.
Marcilene Mendes, gerente da loja Billie, também afirma que está vendendo mais. Para manter o ritmo de crescimento dos negócios, a loja não reajustou preços e elevou a variedade de produtos. "Tenho observado que as pessoas têm buscado qualidade e preço", enfatizou.
Marcilene completa que os consumidores deixaram de comprar nos meses de outubro e novembro para adquirir os presentes de Natal agora. Além disso, a gerente conta que as chuvas têm ocorrido apenas em um período; ou de manhã ou à tarde, o que dá a chance dos consumidores irem para o comércio de rua. No mesmo período do ano passado, lembra Marcilene, as chuvas ocorriam durante todo o dia. Por causa disso, muitos consumidores naquele período optaram pelos shoppings.
Fernanda Bochat, gerente de marketing da Bolivar, espera superar o volume de vendas no comparativo com o mesmo período do ano passado. Ela explica que a atual dificuldade econômica mudou o comportamento dos consumidores que, neste ano, estão focados nas liquidações. Vendo esta tendência, a loja tem buscado a atender a isso.
Para dar mais oportunidade para o consumidor ir às compras, neste domingo o comércio de rua ficará aberto das 10h às 18h. Entre segunda e quarta-feira o funcionamento é das 9h às 22h e no dia 24, véspera de Natal, das 9h às 17h, segundo a Acil.
CONSUMIDORES
A faxineira Maria Regina Borges da Costa não deixou de comprar por causa da crise econômica. Mesmo adquirindo um um volume menor de mercadorias, as lembrancinhas de final de ano estão garantidas. Ontem ela aproveitou o dia para visitar algumas lojas, no centro de Londrina, e comprou uma blusa para a filha e uma camisa para o marido. O pedreiro Pedro Szeremeta também já comprou as lembranças para os seus parentes. Porém, ele afirma que tem gastado menos e reclama que neste ano os produtos estão mais caros. O passeio nas lojas no sábado foi só para ver as ofertas.


