Comerciantes se adaptam para sobreviver
Pedro Tabaka Neto, 37, é dono de uma casa de artigos de couro na Rua Brasil. Ele assumiu o negócio há quatro anos, dando continuidade ao comércio aberto pelo pai no início dos anos 60. Os sítios pequenos acabaram e nas fazendas tudo é feito com máquinas. Isso prejudicou nosso comércio, conta. O jeito foi se adaptar à modernidade.
O arriame para carroção, que era um dos principais produtos feitos na selaria, hoje está fora de mercado. Não se vê mais charretes, só essas carrocinhas, explica. Para sobreviver, Tabaka trocou produtos voltados aos sitiantes por calçados, bonés country e até correntes para cachorro. Mesmo assim, só restaram dois dos sete funcionários.
Do outro lado da rua, Everaldo Rocha Ramos, 58, é especialista na venda de fumo em corda. O comércio dele funciona há mais de 30 anos no local. Os rolos de fumo ficam em destaque no balcão principal, mas Ramos também teve que se adaptar. Os fumos mais vendidos vêm em pequenos pacotes, já cortados, prontos para serem enrolados.
Além de fumar, tem gente gosta do ritual de cortar o fumo, conta Ramos. Por isso, ele vende pequenos pedaços de fumo embalados. Sua clientela se resume a aposentados. Ramos diz que sobrevive distribuindo o fumo que fabrica para outros estados. O fim do café e do algodão acabaram com o emprego no campo, lamenta.





