Comerciantes pedem cautela na hora de fazer as contas
Aos consumidores, os comerciantes pedem cautela na hora de fazer as contas. Na prática, cerca de 90% das negociações feitas em lojas de eletrodomésticos são na base do crédito. Segundo Francisco Ontivero, proprietário de uma tradicional loja de eletro domésticos londrinense, o baixo índice de inflação, que equilibrou a economia desde a criação do Plano Real, é o grande aliado para as compras no crédito e no cartão. ''Mas a facilidade de se obter crédito na praça é perigoso, porque isso incentiva o endividamento. E uma possível volta da inflação ou uma correção de valores pode complicar tudo'', ressalta o empresário.
Dona Aparecida Alves Batista é enfática quando relembra que é ''cliente do 'seo Chico' desde o tempo que ele ainda fazia entregas com a sua caminhonete''. Mas também já passou por apuros na hora de quitar um crediário. Há 10 meses, comprou um televisor e um aparelho de dvd, e os 270 reais da prestação apertaram seu orçamento.''Tive até que pegar dinheiro emprestado para dar uma desafogada nas dívidas'', conta.
Por isso, para quem está pensando em aumentar o número de carnês, Ontivero dá um conselho experiente. ''No meu ramo, aquilo que eu chamo de linha marrom sofreu uma redução de preços. São as televisões em plasma e LCD e os aparelhos de vídeo e dvds, por exemplo, que estão atreladas a variação do dólar que diminuiu nos últimos meses. Porém, a linha branca que é composta por geladeiras e freezeres está passando por um forte momento de alta por conta da inflação que sofre sua matéria prima: o aço. Ainda está tudo sob controle, mas no futuro tudo isso pode se reverter'', alerta Ontivero. (R.O.)





