A subtituição do cheque e até das cédulas pelo "dinheiro de plástico" é um caminho sem volta. São cada vez mais raros os estabelecimentos que não oferecem a opção de pagamento no crédito ou débito. No entanto, no meio desse caminho, estão os comerciantes, responsáveis por arcar com as altas tarifas cobradas pelas empresas de cartões.
Segundo Renato Pianowski, professor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e consultor de assuntos econômicos da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), a porcentagem "perdida" por operação de débito chega a 2,5% e nas operações de crédito, a 5%, dependendo do contrato. "O comerciante adere à praticidade dos cartões por causa da segurança, para não precisar ficar ligando para SPC e Serasa para conferir dados de cheques. Mas eles deveriam se unir nas associações para protestar contra essa cobrança extorsiva", defende.
Do prisma do consumidor, o economista vê mais pontos positivos no uso dos cartões, como a praticidade e a segurança. No entanto, ele ressalta a necessidade de controle da fatura para evitar dívidas inesperadas. "O perigo é pagar o mínimo da fatura, porque você entra em uma bola de neve e os juros são extorsivos. Se souber controlar, é positivo, se não, é o caminho para a bancarrota", finaliza. (C.F.)

mockup