Comerciantes não devem renegociar parcelamentos
Todos os profissionais entrevistados por este jornal garantiram que não vão renegociar orçamentos apesar da alta do dólar e consequentemente dos insumos. A medida evita maiores ''danos'' ao bolso do consumidor, mas não está ligada à benevolência dos prestadores de serviço. O que acontece é que, desde a primeira grande alta do dólar ante o real, em 1999, parcelamento indexado ao dólar virou termo proibido.
''Não sei de nenhum setor que ainda faça isso. Talvez as indústrias automotivas, mas, provavelmente, até elas estejam evitando o indexação'', diz Eduardo Nobre, da Compusystem Informática. A vendedora Itacy Espíndola, do setor de vendas de uma importadora de carros de Londrina, diz que este comportamento foi cortado pelo mercado de carros justamente no início de 1999. ''Indexar fere demais o bolso do consumidor. Ele evita a todo custo um negócio desse tipo'', afirma.
No setor de carros importados, a alta do dólar não deve ser repassada ao comprador por enquanto. ''Trabalhamos com dólar subsidiado, ainda no valor de R$ 2,20. Não existem planos de aumento'', finaliza Espíndola.





