Comerciantes fecham as portas e enterram governo Dilma
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terça-feira, 22 de março de 2016
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local
As lojas do centro da cidade fecharam as portas ontem das 10 horas às 10h30, em protesto contra a corrupção no País. Carregando a representação de uma "sepultura triplex", onde estariam enterrados a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, e o Partido dos Trabalhadores, comerciantes e seus empregados fizeram uma passeata pela Rua Sergipe, entre a Avenida São Paulo e a Rua Pernambuco.
Minutos antes das 10 horas, Nicolau Bulgacov Junior, dono do Café São Paulo, localizado na avenida de mesmo nome, fechava as portas do estabelecimento. "Nós precisamos despertar o civismo. Precisamos acabar com a corrupção. Esse governo não pode mais ficar. É o povo sofrendo, as empresas sofrendo, o comércio sofrendo. Precisamos mudar esse governo", justificou. A gerente da vizinha Cacau Show, Juliana Barbosa, fazia o mesmo. "O Brasil está passando por um momento complicado e todo mundo tem que se unir", disse.
Na Rua Sergipe, a comerciária Ana de Melo, de 23 anos, esperava para participar da passeata. "Acho que o Brasil está afundando com Lula e Dilma. O futuro do País depende do jovem. Se tiver mil manifestações, eu vou participar das mil." Com carro de som tocando o Hino da Independência, a passeata começou às 10 horas e terminou, pontualmente, às 10h30. Os participantes gritavam palavras de ordem como: "Fora PT e leva a Dilma com você", "Oh! Lula, pode esperar, o japonês vai te pegar", ou ainda, "A nossa bandeira jamais será vermelha". Também entoaram palavras de apoio ao juiz da Lava Jato, Sérgio Moro.
Apoio
A manifestação recebeu o apoio dos consumidores. "Tem mais é que fechar mesmo. É uma cambada de ladrões que está acabando com o País", afirmou a aposentada Antônia Camargo, ressaltando que não se importava de esperar meia hora para continuar suas compras. "Sou a favor. Tem que cair esse governo de corruptos. Tem que cair todo mundo, de todos os partidos. Não tem problema parar meia hora pensando no futuro do País", justificou o microempresário Luís Fernando Pereira, de 25 anos, que tinha ido ao centro para fazer compra.
Já a dona de casa Sandra Teixeira aproveitou para ganhar uns trocados no calçadão vendendo material verde amarelo. Ela afixou um cartaz na parede de uma loja onde se lia "Moro mata a cobra e mostra a cobra morta", e espalhou bonés, cornetas, tiaras, entre outros produtos pelo chão. "Tinha um pouco de material que sobrou da copa e resolvi vir aqui para vender", contou.
Nem a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), que organizou a manifestação, nem os policiais militares presentes estimaram o número de participantes na passeata. O Grupo Folha participou da manifestação fechando as portas da empresa das 10 horas às 10h30. Construtoras também liberaram seus trabalhadores para realizarem protestos nos canteiros de obra.