Faltando dois dias para o fechamento da 38 edição da Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá, diversos comerciantes que participam da feira já se dizem satisfeitos com a movimentação de pessoas e negócios realizados. Independentemente dos serviços ofertados - vestuário, alimentação, diversão, entre outros - os empresários entrevistados pela FOLHA consideram excelentes as vendas realizadas até agora.
Os números oficiais mostram que até quinta-feira, cerca de 285 mil pessoas tinham passado pelo Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, com a projeção que neste sábado e domingo (com a programação de rodeios) mais de 100 mil pessoas visitem a feira, podendo haver um aumento de 300% no faturamento de alguns comerciantes. ''A Expoingá, dentro do que planejamos, está fluindo de forma satisfatória. Em todos os segmentos, considero este final de semana como chave para atingirmos os números que prospectamos'', almeja Maria Iraclézia de Araújo, presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM).
Crodosil José de Freitas é gerente da loja Strut, especializada na venda de artigos produzidos em couro de avestruz e outros animais exóticos. A expectativa é de que as vendas fechem com índice 40% superior aos resultados obtidos no ano passado na Expoingá. ''Estamos na feira desde 2008 e a cada ano nosso faturamento aumenta. Aliás, as vendas estão maiores por aqui do que foram na ExpoLondrina'', comenta o gerente.
Até amanhã, as vendas devem atingir cerca de R$ 150 mil na loja, sendo os carros-chefe as botas de couros variados e os jeans produzidos pela marca. Para se ter uma noção de como os negócios estão indo bem, só de botas de avestruz o estabelecimento deve comercializar mais de 80 pares, com preços em média de R$ 615. ''Neste final de semana, a tendência é que as vendas tripliquem, até porque nossos artigos estão ligados ao rodeio. Para atender todo o tipo de público, temos produtos a preços mais em conta'', relata Crodosil, que vende jeans a partir de R$ 48, até botas de couro de rabo de jacaré, elefante e cobra píton, que chegam a custar R$ 1.300.
É expondo cobras que o empresário Willy Meyer está faturando de forma significativa na Expoingá. Com uma corn snake enrolada no pescoço, ele atrai a atenção do público para dentro do seu estande ao preço de R$ 3. Segundo Lucas Schmidt Salgado, que trabalha junto com Meyer, em média 250 pessoas por dia pagam para ver as sete cobras expostas. ''Queremos fechar bem neste final de semana. Os custos são altos para manter os animais, cerca de R$ 1 mil nos dez dias, já que elas se alimentam de camundongos e coelhos diariamente'', calcula.
Além de ver os animais pelos vidros, o pessoal ainda pode tirar fotos com as cobras pítons ao preço de R$ 10. ''Estamos aqui desde 2007 e o público procura nosso estande cada vez mais. Pretendemos bater o recorde de visitações nos últimos dias'', completa Schmidt.
Já para a produtora de orquídeas Silvia Antonelli, tudo são flores na Expoingá. Há onze anos trabalhando na feira de forma ininterrupta, ela possui clientes fieis. ''A demanda é alta, até porque os clientes já me conhecem. Todo ano mais colecionadores me visitam, por isso sempre trago novidades. O bacana é que comercializo flores que variam entre R$ 5 e R$ 200'', diz Antonelli, que até agora vendeu por volta de R$ 20 mil e está com a expectativa de vender mais R$ 2 mil neste finalzinho de feira.

Agenda de Leilões:
Hoje:
■ VII Lei­lão Bal­de ­Cheio Ho­lan­de­sa e Gi­ro­lan­da - re­cin­to Er­me­lin­do Bol­fer - 14h
■ Lei­lão Ha­ras Sa­ba­rá e Con­vi­da­dos Man­ga­lar­ga e Pam­pa Mar­cha­dor - re­cin­to Er­me­lin­do Bol­fer - 20h
Amanhã:
■ Lei­lão Ne­lo­re Fa­zen­da Por­to Bo­ni­to - Lu­cia­na e Mar­co Mam­ma­na - Ca­sa do Ne­lo­re - 14h
■ II Lei­lão Tou­ros Brah­man - re­cin­to Er­me­lin­do Bol­fer - 15h
■ Lei­lão de Ga­do de Cor­te - re­cin­to Er­me­lin­do Bol­fer - 16h

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