Comerciantes estão com pé atrás
Apesar do otimismo apresentado pela Abramat, comerciantes de material de construção de Londrina se dizem receosos com relação a 2013. "O receio tem a ver com o endividamento da população em outros setores que não o de material de construção", explica o proprietário do Depósito Alvorada, Luiz Carlos Pereira. Nos últimos meses de 2012, Pereira diz já ter sentido o reflexo disso com queda nas vendas. Segundo ele, novembro e dezembro costumam ser os melhores meses do ano para sua empresa, mas no ano passado esta tendência se inverteu.
Mesmo assim, o crescimento citado pelo proprietário em 2012 foi de 12%. Planos do governo como o minha Casa Minha Vida, linhas de crédito e taxas menores seriam os responsáveis por tal resultado, na sua opinião. "O Minha Casa Minha Vida atraiu investidores de outros setores. Há médicos fazendo construção em grande escala para revenda", observou Pereira. Em 2013, ele espera manter o índice.
Maykon Maia, do Depósito LC, também diz ter sentido uma certa queda nas vendas do meio do ano para o final de 2012, ano que ele considerou mais voltado a "processos burocráticos" da construção. "Esperava um pouco mais de crescimento." No geral, entretanto, Maia afirma ter conseguido 5% a 6% de crescimento a partir de investimentos na loja. Sobre 2013, ele declara que "a loja não espera mais um ano promissor", apesar de haver fortes indícios de que o governo deverá continuar com os subsídios à construção civil com a Copa à vista. "Este ano estamos um pouco mais centrados, mas esperamos um crescimento bom, de pelo menos 5% a 7%."
Empreiteiro em Londrina, Walter Luiz Borin se diz com "pé atrás" em relação a 2013. "Ouvi conversa de grandes investidores de que o setor vai dar uma recuada". O ano passado, entretanto, foi bom para o empreiteiro. Ele afirma que teve 10% mais construções que em 2011. "Teve muitos lançamentos de prédios."(M.F.C.)





