Comerciantes esperam vender mais este ano
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segunda-feira, 26 de julho de 2004
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Pesquisa feita pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio) junto a estabelecimentos comerciais das 12 maiores cidades do Estado mostrou que 84,44% dos empresários estão otimistas com a melhora da economia no segundo semestre deste ano e acreditam que terão vendas superiores às registradas no segundo semestre do ano passado.
A grande expectativa do setor foi ressaltada por dirigentes da Fecomércio, ontem de manhã, principalmente porque trata-se do maior índice de expectativas favoráveis desde o início das pesquisas feitas pela Fecomércio em 2002.
Para o presidente da federação, Darci Piana, são vários os motivos do otimismo para este ano. Entre eles, Piana citou o crescimento do nível de emprego e na taxa de vendas no Estado no primeiro semestre; a ocorrência de eleições, o que deve contribuir para o aquecimento em alguns segmentos, como combustíveis e gráfico; crescimento das exportações; taxas de inflação em queda em relação a 2003; eliminação de alguns impostos pelo governo; além do incremento na performance do setor de agronegócios no Estado. Esse último item, de acordo com Piana, fez com que dois terços das respostas com expectativas positivas viessem de comerciantes do interior.
''Quando o governo anuncia uma redução tarifária, mesmo que parcial, investimentos em melhorias na área de transportes há uma expectativa de que vai haver mais dinheiro circulando o primeiro setor a reagir é o comércio. Há um clima psicológico muito bom, ao contrário do ano passado'', disse. Ainda assim, a expectativa é de que o setor apenas se recupere da fase difícil enfrentada em 2003 e volte aos patamares de 2002, quando as vendas foram 10% maiores do que no ano passado.
Um parâmetro importante apontado refere-se à situação financeira dos empresários. Cerca de 55% afirmaram que tiveram desempenho até 10% superior no primeiro semestre deste ano em relação ao segundo semestre de 2003 e só 15% afirmaram estar em situação pior neste ano. Entre os investimentos priorizados pelos empresários, 52% citaram melhorias em instalações, 37% em modernização do visual e compra de equipamentos, 36% em informatização.
Por outro lado, quando questionados sobre as principais dificuldades para enfrentar a concorrência, 68% apontaram a carga tributária elevada, 55% os encargos sociais e 33% a falta de recursos próprios para capital de giro. Nesse ponto, Piana ressaltou a importância dos setores criarem cooperativas próprias de crédito, a exemplo do que o Sindicato de Autopeças do Estado está fazendo. ''Além de garantir o acesso ao capital de giro, a cooperativa pode garantir o crédito a 2% ao mês, bem mais baixo do que os custos financeiros que chegam a cerca de 10% ao mês.''
A pesquisa foi enviada aleatoriamente a 1,8 mil associados da federação e respondida por 137 empresas.


