Comerciantes em Londrina querem restringir as feiras
Cláudia Lopes
De Londrina
O presidente do Sindi cato do Comércio Va rejista de Londrina (Sincoval), Sinézio Scudeler, quer a proibição da realização de feiras itinerantes no município. Ele reclama que estes eventos têm tirado vendas dos comerciantes estabelecidos na cidade e gerado desemprego. O Sincoval publicou um anúncio na Folha ontem lançando a Campanha de oração para salvar o comércio de Londrina.
Estamos cansados de pedir providências ao prefeito Antonio Belinati, secretários da administração e vereadores. Já enviamos inúmeras cartas neste sentido, mas não temos retorno. Então resolvemos rezar para ver se adianta. Ele reclama que as lojas que revendem malhas no município estão às moscas desde que a Feira de Malhas foi aberta no Canadá Country Club, na sexta-feira passada. Os comerciantes locais estão desesperados porque não vendem nada mas têm que pagar impostos e salários dos empregados.
Scudeler também reclama do horário de funcionamento das feiras, que normalmente são realizadas aos sábados e domingos até as 22 horas. Já para negociar a abertura em horários especiais em Londrina, os comerciantes têm que cumprir uma série de burocracias.
O secretário de governo do município Wilson Mandelli descartou, ontem, qualquer possibilidade de se criar uma lei que iniba a realização de feiras em Londrina. Isso contraria o princípio de livre concorrência, disse. Além disso, este tipo de feira oferece bons preços aos consumidores.
Mandelli lembra que existe uma lei municipal, de maio deste ano, que regulamenta este tipo de comércio itinerante em Londrina e que foi feita em parceria com a Associação Comercial de Londrina (Acil). Desde que as feiras tenham álvaras de funcionamento e cumpram as exigências desta lei, podem funcionar. Pela lei, não é permitida a realização de feiras durante os quinze dias anteriores às datas comemorativas como Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados e no mês de dezembro.
O promotor da Feira de Malhas, André Luiz de Oliveira, não vê sentido na reclamação dos comerciantes londrinenses. Tem espaço para todo mundo trabalhar. Uma feira deste tipo recebe cerca de 30 mil pessoas em dez dias, enquanto o município tem mais de 400 mil habitantes, afirma. Ele lembra que a feira itinerante é uma atividade legal. Os lojistas deveriam se unir, lançando promoções e uma mídia forte.
A Feira de Malhas tem 80 estandes e gera 50 empregos temporários. Só vou fazer o balanço do volume vendido no último dia do evento, disse Oliveira. Com malhas produzidas em Santa Catarina, lãs de Minas Gerais e couros do Rio Grande do Sul, a feira termina neste domingo.





