Comerciantes de brinquedos esperam boas vendas
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quinta-feira, 07 de outubro de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A proximidade com o Dia das Crianças está aumentando as expectativas de venda dos comerciantes de brinquedos. Em Londrina, o movimento começou no final de semana passado e deve atingir o clímax na segunda-feira, véspera da data. Segundo a vendedora que trabalha num shopping da cidade, o faturamento pode ficar entre 20% e 30% acima do resultado obtido em 2003. Para isso, ela conta a disposição dos pais em gastar mais para agradar o filho. ''Muitos tentam compensar a ausência provocada pelo excesso de trabalho com mimos que eles mesmos nunca tiveram'', disse, ao citando brinquedos que custam até R$ 800.
Na opinião de Marcos Ernst, gerente de uma loja no centro da cidade, o mercado de brinquedos está mais aquecido e a estimativa é que, desta vez, ele venda 15% mais em relação ao Dia das Crianças do ano passado. Apesar da pesquisa intensa, Ernst afirma que a média do presente subiu de R$ 37,8 para R$ 42. Segundo ele, esse aumento deve-se também ao reajuste de 8% a 15% sofrido pelo produto no último ano.
No Camelódromo, porém, alguns lojistas estão decepcionados com o movimento e atribuem a dificuldade nas vendas à greve dos bancos. De acordo com a vendedora Olga Baol, os consumidores estão à procura de preço e os brinquedos mais comercializados custam entre R$ 10 e R$ 15. Bonecas animadas à pilha, estojinhos de maquiagem, carrinhos de fricção e de controle remoto ainda são os campeões. Na loja de Maria da Silva, a situação também não é boa. ''As pessoas passam e olham muito, mas não levam nada. A concorrência está muito grande e o dinheiro é pouco'', explicou a comerciante.
Além do Camelódromo, as lojas especializadas também terão que enfrentar a concorrência com os supermercados que, nesta época, amplia a oferta de brinquedos. ''Eles costumam oferecer produtos mais populares em escala maior. Como esta não é a principal mercadoria do estabelecimento, eles podem reduzir o preço que é diluído na compra do mês paga até com cartão de crédito'', reclamou Janete Baltier.,
A promotora de vendas Danielle Grandi acredita que, no Dia das Crianças, o melhor presente é o brinquedo. ''Roupa e sapatos são essenciais e, afinal de contas, criança gosta mesmo é de brinquedo'', disse Danielle que pretende gastar até R$ 80 para agradar a filha de três anos.
Para Célia Basso, a variedade de opções e a melhora na condição econômica de sua família favorece à satisfação do desejo dos dois filhos. Ontem, ela e a mãe, Lurdes Basso, levaram Ygor, de 10 anos, para escolher e pesquisar os preços. ''Compensa andar porque existe diferença entre as lojas. Além disso, é importante que eles participem da procura para dar mais valor ao presente'', disse a avó.
A pensionista Antonia Gonçales também está 'batendo perna' em busca dos brinquedos para os netos. O menino ganhou um boné e a irmã quer uma boneca com cabelo comprido que custa R$ 45 no Camelódromo. Apesar da vontade, Antonia não pôde atender o pedido da neta, pois planejou gastar cerca de R$ 10 com cada um. ''Ela acabou de ganhar uma sandália e o Natal está próximo. Talvez, até lá consiga juntar dinheiro para comprar esse tipo de boneca'', disse.


