A crença do comércio de que o Natal será melhor do que em anos anteriores começa a ficar evidente nas vitrines das lojas e nas prateleiras de alguns supermercados. Faltando 67 dias para o Natal, as empresas colocam à disposição dos clientes dezenas de produtos relacionados à festa natalina. Com a expectativa de um aumento expressivo nas vendas, parte dos supermercados, mesmo que timidamente, já antecipa a exposição de produtos como panetones e chocotones em suas gôndolas.
Com a venda antecipada, os empresários querem começar a recuperar o prejuízo com o Natal magro de 2003, que sofreu com o descompasso da economia. No entanto, produtos como as frutas secas, nozes, castanhas, peru e chester ainda devem chegar às prateleiras nos próximos dias. O diretor de compras da rede de Supermercado Viscardi, Ademar Vedoato, informa que os panetones são os únicos produtos expostos no mercado, porque os demais estão com pedido pronto e devem chegar na próxima semana. ''O dólar está oscilando bastante e nós estamos em compasso de espera'', afirmou Vedoato.
Segundo ele, a compra de produtos importados é pequena na rede, mas frutas secas, como damasco, uva passa, figo, nozes e castanhas não vão faltar. ''Na linha de bebida já temos vinhos importados e alguns espumantes fabricados no Brasil, que são excelentes''. As expectativas são muito boas em nível de Brasil, comentou ele, que não espera uma explosão em vendas mas aposta num acréscimo entre 5% a 7% em relação ao ano passado.
Nos supermercados Musamar também já é possível encontrar vários produtos. As gôndolas estão cheias de panetones e de algumas frutas secas, o que normalmente, seriam encontrados apenas nos últimos dias de novembro. Na rede de hipermercado Carrefour, uma funcionária informou que os produtos natalinos, tanto enfeites como alimentos, devem chegar a partir da primeria quinzena do próximo mês.
As 52 lojas da Associação Londrinense de Empresários Supermercadistas (Ales) estão fechando negócios agora para abastecer os mercados nos próximos dias. O presidente da Ales, Luiz Claúdio Depieri Vicente, informou que já estão sendo feitos pedidos de panetones, frutas cristalizadas e alguns importados. ''Temos frutas cristalizadas e alguma coisa importada durante o ano todo, mas faremos novos pedidos para os próximos dias'', contou Vicente, acrescentando que a compra dos produtos em rede acaba resultando em economia entre 2% a 5% para cada lojista. ''Assim não ficamos com grande estoque nos estabelecimentos e conseguimos um melhor preço''.
Na opinião dele, o brasileiro está deixando de lado alguns costumes que antes eram fortes no Natal, como a compra de nozes e castanhas, que acabam encarecendo no bolso do consumidor. ''Esse é um costume importado. Hoje, as nozes e damascos acabam sendo substituídos por frutas frescas como a uva, a manga, abacaxi e melancia que são levados à mesa na Ceia de Natal'', disse o presidente da entidade.

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