Comerciantes acham que medida é retrocesso
Arquivo Folhaem chanceIgarassu Louzada, presidente do Sindicato do Comércio Varejista: Se não desse certo, ninguém insistiria no erroRepresentantes do comércio de Londrina usam a mesma palavra para definir a decisão do STF: retrocesso. Está mais que comprovado que o consumidor procura horários alternativos para fazer compras. Eu lamento a suspensão da MP. O governo havia avançado ao tomar uma medida para modernizar a relação no comércio, como os países de Primeiro Mundo. E agora houve um retrocesso, diz o presidente da Associação Comercial de Londrina, Abílio Medeiros.
Na opinião do presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Igarassu Louzada, o Brasil está andando para trás. Segundo ele, a abertura aos domingos ia dar ao comércio uma condição de se adaptar de acordo com os seus interesses. Essa liminar é um retrocesso porque não oferece à outra parte o direito de experimentar. Se não desse certo, ninguém insistiria no erro.
Arquivo FolhaSem opçãoAbílio Medeiros, presidente da Associação Comercial e Industrial: Está provado que o consumidor busca horários alternativos
Do lado oposto, o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Londrina foi um dos primeiros a gritar contra a Medida Provisória. Procuramos a Confederação e o STF entendeu que está errado abrir o comércios aos domingos. Com oito votos a seis, dificilmente o julgamento final será diferente, avalia o secretário geral do sindicato, Célio Vila.
De acordo com ele, como não há aumento salarial, o funcionamento do comércio aos domingos só causaria cansaço e irritação nos trabalhadores. Talvez para o comerciante, o prejuízo seria maior do que as vendas de fato.(Carina Paccola)





