Comerciante fecha loja e culpa camelódromo
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
A instalação de vários camelódromos em Londrina nos últimos meses e a concorrência - considerada desleal pelo comércio estabelecido formalmente - estão sendo apontadas como a causa para o fechamento de algumas empresas em Londrina. Instalada na Galeria Vila Rica há oito anos, a Cenário Presentes anunciou que irá fechar suas portas na cidade. Ainda no final deste mês, a loja passa a atender em Curitiba. Além da família londrinense, que se mudará para a capital, três funcionários ficarão sem emprego.
''A loja está fechando devido ao aumento de camelódromos, que vendem mercadorias mais baratas e, muitas vezes, em situação irregular'', afirma Hugo Umberto Olivastro, proprietário da Cenário Presentes. Até outubro, a família tinha duas lojas na galeria. ''Fechamos uma (loja) porque o movimento caiu muito. Na verdade, as vendas pioraram quando abriu o primeiro camelódromo e constatamos que ano a ano o movimento só piorou'', diz. Somente com um estabelecimento, o volume de vendas registrado no mês passado chegou a ser inferior a novembro.
''As pessoas entravam na minha loja e diziam que iriam procurar também no camelódromo porque é mais barato, chegaram a perguntar até se eu vendia DVD pirata. Acho que a Prefeitura deveria fiscalizar isso, que é um mal irreversível, depois de tudo instalado nunca mais vão conseguir tirar'', comenta Olivastro. A instalação de camelódromos, a pirataria e o comércio ilegal já foi tema de debate promovido pela Folha no final do ano passado. Na ocasião, os participantes concordaram que o problema só seria resolvido com uma fiscalização conjunta desenvolvida pelos diversos órgãos.
Procurado pela reportagem para comentar o assunto, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Rubens Benedito Augusto, disse que a entidade irá impetrar uma ação judicial contra a instalação dos camelódromos. No entanto, ele preferiu não adiantar mais detalhes do processo. ''O problema é que sentimos que em Londrina a lei não está sendo cumprida. Londrina é uma cidade sem lei e faremos o que for necessário para que a lei seja respeitada, não dá para ficar da forma como está'', salienta.
A reportagem tentou contato com o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, e com Nicolsen Barros Silva, do setor de alvarás da Prefeitura, mas eles não foram encontrados.


