Albari RosaPalavra empenhadaGuilherme Dias e Ricardo Conceição: promessa de dinheiro do Tesouro para a safra O diretor de crédito rural do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, disse ontem em Curitiba, que o governo federal tem disponível R$ 700 milhões nas dotações orçamentárias do Tesouro para aplicar na comercialização da safra 96/97 em todo o País. O volume é praticamente o mesmo do ano passado. Segundo Conceição, já a partir de fevereiro algumas compras serão realizadas, principalmente de milho, cujo preço de mercado está abaixo do mínimo.
Ricardo Conceição participou ontem, em Curitiba, da teleconferência realizada pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e pelo Sebrae sobre comercialização da safra. A teleconferência teve também a participação do secretário nacional de política agrícola, Guilherme Leite Dias, e foi transmitida ao vivo para todo o País, via Embratel.
‘‘A programação orçamentária para o mês de fevereiro está sendo preparada em conjunto pelo Ministério da Fazenda e o Banco do Brasil e ainda não podemos dizer qual o volume de produção será adquirido’’, disse Conceição. Apesar disso, ele garante que os R$ 700 milhões vão atender a demanda.
CPMFSegundo Conceição, há ainda uma expectativa de aumento dos depósitos à vista com a cobrança da CPMF, o que automaticamente elevaria as exigibilidades (25% dos depósitos á vista que os bancos devem aplicar na agricultura). A previsão do BB, é que além dos R$ 700 milhões do Tesouro, mais R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão sejam injetados no setor só através da CPMF.
De acordo com ele, dentro da nova sistemática de comercialização da safra, o governo não pretende entrar no mercado comprando fortemente produto nenhum, memso porque não haverá necessidade, conforme assegura Conceição. ‘‘O tamanho da safra está perfeitamente ajustado às necessidades de consumo’’, disse. A exceção aconteceria para o milho e para o trigo, que devem ser parcialmente adquiridos pelo governo para ajustar o mercado.
No caso do milho, o governo deve retirar parte da nova safra que está começando a ser colhida do mercado para elevar o preço, que hoje está abaixo do mínimo. Já o trigo está em final de comercialização e o governo pretende apenas atender aquelas regiões que não estão sendo beneficiadas pelos leilões de Prêmio de Escoamento da Produção (PEP). No Paraná, estas compras devem ser feitas na região Sudoeste.

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