Comercialização da safra deverá ter de R$ 5,5 bi
A expectativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é de que a produção de grãos da safra 2009/10 seja em torno de 8% maior que o ciclo anterior, ultrapassando os 140 milhões toneladas. A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é um pouco mais conservadora, em torno de 4%, segundo o ministro da pasta Reinhold Stephanes. Mas as previsões são bastante positivas, principalmente para as culturas da soja e do milho, afirmou. O ministro destacou que a chuva que atrapalhou a produção de trigo, por exemplo, tem contribuído para as safras dos grãos de verão, inclusive, da cana.
No caso do plantio de soja, que deve ser recorde neste ciclo, o crescimento da área plantada acontece porque o mercado internacional está muito bom, muito firme, segundo Stephanes. O milho terá produtividade maior que a safra anterior, mas em área menor.
Segundo o ministro, o volume de recursos para a comercialização da atual safra e instrumentos de ajuda aos negócios ainda não está definido. Porém, a expectativa é que fique na ordem de R$ 5,5 bilhões, mesmo volume aplicado este ano. O orçamento ainda está em debate. O interessante é que o governo tem muita clareza de que precisa intervir na comercialização, disse, destacando que esse ano, por exemplo, faltou recursos e o governo fez uma medida provisória e completou o que faltava neste mês de dezembro.
Fertilizantes
Um marco regulatório próprio, para a exploração de minerais estratégicos para a aplicação na agricultura, está sendo elaborado e poderá ser estabelecido já em 2010 e contribuir ainda mais para o desenvolvimento do setor. Segundo Stephanes, os fertilizantes são basicamente importados, o que encarece a produção e muitas vezes inviabiliza o processo produtivo.
Porém, estudos realizados pelo Mapa, apontaram que o Brasil tem, por exemplo, minas de potássio suficiente para atender a demanda brasileira o País possui a terceira maior mina do mineral no mundo além de fósforo em abundância. Então, o governo chegou à conclusão de que realmente o Brasil tem condições de ser autossuficiente em fertilizantes, dentro de 10 anos, a custo muito menor e ainda diminuir o monopólio que impera no mundo, disse o ministro. (E.Z.)





