''Foi muito legal. O que eu mais gostei foi do bolo e dos palhaços. Eles eram muito engraçados porque faziam muita palhaçada.'' Foi esta a impressão que ficou na cabecinha de Manoela, que comemorou seus 4 anos de idade, em junho, no salão de festas do prédio onde mora, no bairro Champagnat. Um mês antes, no mesmo local, a estrela da festa era sua irmã Cecília, que completou cinco anos em clima de Circo o tema da decoração de sua festa. ''Eu gostei quando estourou o balão e caíram os brinquedos'', recorda.
Quem conhece o ritmo de vida dos pais de Cecília e Manoela, a professora universitária e profissional de informática, Maria Alexandra Cunha, e o economista e professor Maurício Cruz, não entende porque eles insistem em organizar a festa das três filhas em casa, quando existem centenas de bufês infantis espalhados por Curitiba. ''Mesmo que fosse o mesmo preço, eu faria em casa, porque eu não gosto da idéia de fazer uma festa com hora para acabar'', resume Alexandra.
Na verdade, além de poder desfrutar a presença dos amigos em festas que chegam a durar até 8 horas, comemorar em casa pode representar uma boa economia. No caso de Alexandra, ela toma, como base, a quantia de R$ 1 mil. Com este valor, ela consegue pagar os serviços da Casa das Festas, que entrega e monta toda decoração, contratar um palhaço ou outro animador de festas, ao custo médio de R$ 200,00, pagar a roupa das crianças e pagar os salgados. Este ano, nas duas festas, ela chamou o ''homem pizza'', um profissional que faz todo tipo de pizzas, salgadas e doces, em festas. Já os doces, ficam sob a responsabilidade de sua mãe, Ester, uma portuguesa ''boa de cozinha''.

mockup