'Começar ano com inflação abaixo da meta é um colchão'
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Adriana Fernandes, Eduardo Rodrigues e Fabrício de Castro<br>Agência Estado 
Brasília - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quarta-feira, 13, que a economia brasileira tem vários "colchões" para enfrentar o ano eleitoral de 2018. Apesar de evitar a todo custo falar sobre o impacto das eleições na economia, o presidente do BC disse que entrar em 2018 com a inflação abaixo da meta já é um importante colchão.
Ele, que concedeu nesta quarta entrevista coletiva para fazer um balanço da instituição em 2017 e das ações da Agenda BC+, citou outros "colchões": reservas internacionais elevadas, contas externas sustentáveis financiadas pelo investimento estrangeiro direto, níveis de swaps cambiais mais baixos e expectativas de inflação ancoradas.
Segundo ele, a economia está preparada para diferentes choques e fez referência ao cambial. Ele descartou qualquer mudança no nível de reservas internacionais. Na sua avaliação, não é o momento de discussão de redução das reservas no ano que vem. "Não vamos discutir o seguro no momento do sinistro", afirmou de forma categórica e, na prática, sinalizando riscos de volatilidade em 2018.
Ilan fez questão de ressaltar que o balanço de pagamento do País com o exterior está caminhando para um déficit em conta corrente abaixo de 0,5% do PIB e sendo financiado por um volume de investimentos estrangeiros diretos de 4,5% do PIB.


